dessa vez, acho que ela desistiu.

nem sequer abriu a porta do quarto para ver como estava. não escutou nada dos soluços abafados no travesseiro. não enxugou lágrima alguma.

dessa vez, bastou.

se antes ela mal se doava, agora então, se cegou de uma vez por todas – de algo que sempre fingia não ver.

ela não estava ali, nunca esteve. pelo menos não por mim. era sempre sobre ela, para ela, pelo lar. enquanto isso, eu trocava em miúdos:

aonde quero eu estar, quando o medo assolar a porta do quarto de quem um dia eu jurei proteger e amar?

dessa vez, bastou. eu não tinha alguém, não tinha ninguém.

apenas a almofada, um fone, um celular e o sonho... de sumir.

ou só suportar aquela solidão fria no chão do quarto daquela casa.

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