Carolina Novaes
Aug 22, 2017 · 4 min read

Minha busca interna…

Olá, tudo bom? Meu nome é Carolina ou simplesmente Carol, se descrever é geralmente uma tarefa um tanto inglória já que quase ninguém enxerga a maravilha que você é, a não ser você mesma, mas como propaganda é a alma do negócio vamos lá.

Ministério da paciência adverte: senta que lá vem história “pero no mucho”.

Sou vegetariana, quase vegana mas viver sem meu leite com nescau tem sido uma tarefa difícil…rsrsrsrs, e tenho um amor incomum pelos animais. Por isso tenho duas pequenas e sapecas de quatro patas, Sininho e Pucca, que têm sido minhas parceiras na vida e são uma das minhas paixões.

Sou espiritualizada e sigo a doutrina espírita pois acredito que existe algo maior do que o mundo que nos cerca e por isso persigo algo que é maior que mim mesma.

No mais, sou meio “certinha” (na verdade tenho TOC, mas é bem mais bonito falar assim), gosto de séries, design, um bom livro, uma boa rede e uma boa paisagem no fim de tarde para ficar olhando de um jeito preguiçoso enquanto o sol se põe.

Além disso, minha vida sempre foi uma agenda em rascunho a “ser cumprida”, quero dizer: seja uma boa filha e amiga, termine o ensino médio, curse uma boa universidade, consiga um bom emprego, etc, etc.

Mas como a vida é uma caixinha de surpresas, muita coisa aconteceu nos últimos anos… Terminei um relacionamento, tirei uma "férias" da minha area de formação, mas acho que o mais impactante foi perder uma amiga querida, muito jovem, que descobriu uma doença terminal muito tarde… Tudo isso me fez pensar, se eu tivesse apenas 1 mês de vida, será que eu levaria a vida como eu estava levando? Se eu não tivesse todos os meus receios, meus medos, minhas contas e minhas obrigações quem eu seria? Percebi que se a vida que eu levava não fosse a vida que eu levasse quando minha existência chegasse ao fim, então era uma vida que não valia a pena viver e isso virou uma chave dentro de mim.

E a partir daí, essa pergunta e dentre outras começaram “pipocar” na minha cabeça….

Então, mergulhei num período sabático de viagem pelo Mundo, e segundo o termo “sabático”, da cultura judaica, significa “repouso e reflexão”, essa viagem não foi apenas para que eu conhecesse outros lugares e culturas, mas foi um mergulho em mim mesma, foi uma viagem de descoberta pra saber quem realmente é a Carol. Assustador? Um pouco, mas com certeza valeu o susto…

MINHA volta ao Mundo completou 1 ano e alguns dias e só pra você ter noção, esse tempo é a soma de 369dias, 7 países (Austrália, Tailândia, Itália, Espanha, Inglaterra, Irlanda e Polônia), inúmeras cidades e incontáveis sorrisos e lágrimas que afloraram em meu rosto…

E pra ser sincera com você, durante esse tempo, consegui obter as respostas de algumas das minhas perguntas, percebi que sou mais forte (fisicamente e psicologicamente) do que eu imaginava, visitei lugares que sempre sonhei um dia pisar, participei de encontros e festas maravilhosas e, o mais importante pra mim, conheci, convivi e aprendi com pessoas singulares.

Assim como o planejado, a minha “jornada” teve um tempo previsto para terminar e foi por isso que voltei ao Brasil em Novembro de 2016.

Voltei porque senti saudades do meu povo, família, amigos, cachorros… (não necessariamente nessa ordem)

Voltei para retomar a minha vida do ponto que a deixei quando parti do Brasil mesmo sabendo que sou uma pessoa totalmente diferente porém com a mesma essência. Não sei dizer ao certo o quê ou como, só sinto…

Antes de iniciar a minha viagem, li e assisti várias vezes “Comer, rezar e amar” mas nunca fiquei tão emocionada como na última vez. Inclusive tive que parar o filme no meio e dar uma volta pelas ruas de Barcelona pra ter fôlego pra continuar assistindo.

Digo isso pois consegui me ver em cada olhar, sorriso, lágrima da personagem principal (Liz Gilbert)… E por isso gostaria de reproduzir a última frase da Liz que descreve muito bem o que eu senti naquele momento:

“Ao final, passei a crer que: se você tiver coragem de deixar tudo o que é familiar e conhecido, desde a sua casa até antigos ressentimentos, para partir numa jornada em busca da verdade interna ou externa e se dispuser a encarar tudo o que lhe acontecer como uma pista e aceitar todos que cruzarem seu caminho como um mestre e se estiver preparado, acima de tudo para aceitar e perdoar realidades as sobre si mesma, então, a verdade não lhe será negada. É algo que acredito por experiência.”

Assim como Liz (já sou intíma dela, benhê! :-D), eu comi, rezei e amei muito e por isso bella (ou bello) tenho tanta coisa pra te contar! Sobre a minha viagem externa e interna…

Te vejo em breve, tá?!

Beijocas,

Carolina Novaes

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