Desculpe o transtorno, preciso falar de comunicação interna

Carolina Pinheiro
Jul 10, 2017 · 3 min read

Conheci ela há muito tempo atrás na graduação, mas meu grande envolvimento foi nestes últimos anos, e isso pode parecer até um pouco romântico, mas certamente me apaixonei. Quanto mais a conhecia, mais entendia sua importância e dimensão, seu valor dentro de um negócio, sua forma estratégica e ao mesmo tempo seu potencial envolvente, com um que de matador.

De um modo geral a comunicação guiava o pensamento das pessoas e quando era necessário o inspirava, até posso dizer que persuadia, mas sempre com boa intenção. Muito direcionada a resultados, quando era conveniente vinha sutil como um simples comunicado de mural, e em outras oportunidades vinha ardilosa narrada como uma story telling, envolvendo o receptor da comunicação de uma forma que nem eu sei explicar, só sei que funcionava, ou melhor funciona!

Dominá-la não é tarefa simples, (eu juro que tento isso até hoje). Por vezes a sinto como uma adolescente rebelde, difícil de ser interpretada. E se não tomar cuidado, ela se torna confusa. A falta de cuidado de como comunicar e qual melhor canal para enviar a informação, pode transformá-la em uma rádio peão!

Por muito tempo me questionei quem era o responsável por ela, quem tinha o papel de comunicar, ou quem era o melhor canal. Por muito tempo acreditei que o líder era esse cara, e eu só tinha papel de coadjuvante nessa história. Porém hoje, entendendo sua particularidade e dimensão, entendo que essa responsabilidade é mutua, ou seja, ela pertence a cada individuo da organização. A comunicação é livre e precisa ser natural e transparente. Não existe um melhor canal ou um melhor comunicador, existe sim o canal que funciona melhor para o seu público.

Quero finalizar deixando 3 dicas que considero matadoras para acertar na comunicação:

1. Teste, até achar o canal que melhor funciona para o seu negócio.

Geralmente é mais de um, e os públicos tem comportamentos diferentes, eles não são iguais. Meu conselho é tente diferentes linguagens, diferente abordagens. E se preciso, faça uma pesquisa e entenda quem é a persona da sua empresa. Sobre conteúdo, pense o quanto aquilo é relevante para aquele canal, será que precisa de um destaque tão grande, ou posso colocar essa informação em um canal alternativo.

2. Foco em conteúdo ao invés de foco em veículos.

Sempre as pessoas me perguntam em bechmarking quais são os melhores veículos de informação, e nestes tempo percebi que a linguagem que abordava o meu público é o que fazia ou não ele ler até o final a minha mensagem, moral da história: não importa o veículo e sim se a informação vai chegar. Testei muitas abordagens, até achar a que se encaixava para o perfil do negócio. Ah, e linguagem afetiva é certamente mais envolvente e trás mais resultados que a efetiva. As pessoas gostam de se ver, elas precisam se sentir parte! Trabalhe conteúdo pensando nisso.

3. A diretriz da comunicação é embasada na cultura!

Para um profissional de comunicação, talvez isso seja mais do mesmo, mas é muito importante refletir sempre sobre a cultura da empresa, questionando se a comunicação está alinhada com os valores e com a missão. O principal ativo de uma organização são as pessoas e colaboradores que acreditam na missão e vivenciam os valores, são os mais alinhados com resultados e serão sempre promotores do nosso negócio.

Welcome to a place where words matter. On Medium, smart voices and original ideas take center stage - with no ads in sight. Watch
Follow all the topics you care about, and we’ll deliver the best stories for you to your homepage and inbox. Explore
Get unlimited access to the best stories on Medium — and support writers while you’re at it. Just $5/month. Upgrade