É hora de fechar a porta

(Escrito em 6/06/2014)

E a janela, e saída de emergência. Está na hora de parar de acreditar, parar de esperar. Acontece que não se pode ter tudo na vida, sempre vai ter algo capengando, cabe a você escolher entre a prioridade de algo que vai lhe fazer feliz pro resto da sua vida, ou a prioridade de seguir suas ambições, fechando portas para todo o resto do mundo, dando-lhe felicidade temporária e material.

Passaram-se anos em que eu sempre me dediquei a felicidade temporária. Até perceber o quanto isso é triste. Depois de presenciar alguém da minha própria família cometer esse erro, decidi procurar a minha própria felicidade eterna, seja ela qual (o que ou quem) for. Tarefa que por si só não é nada fácil, um caminho complicado, com muitas dores, decepções, mentiras, mas posso dizer…? Vale apena. Passei um bom tempo me prendendo a depressão de ter me doado tanto por alguém, e receber um balde de falta de consideração em troca. Da mesma forma que passei um bom tempo reclamando e choramingando da minha solidão (não o fato de estar só, mas de se sentir só.) Hoje consigo passar um belo dia sem sequer reclamar sobre algo, e isso, pura e simplesmente porque passei a acreditar que se uma pessoa ‘me perdeu’ na vida dela, eu não tenho nada que me sentir culpada. Pelo menos, não no grau que eu geralmente sentia, de que eu era o problema, ou que eu era um pedaço de nada estúpido. Não. Não é assim que funciona. Aliás, na maior parte do tempo as pessoas só sabem apontar o dedo na sua cara e dizer “você fez isso errado.” Se eu sei (ou descubro) que eu fiz algo errado, eu tenho a decência de assumir e pedir desculpas. Isso é tudo o que eu preciso fazer. E não ficar me sentindo culpada e tentando redimir as coisas por dias/semanas/meses/anos com alguém que simplesmente não está nem aí.

Ainda mais quando o erro que destruiu muitas coisas não foi cometido por mim.

Também voltei a me divertir sozinha, com minhas próprias criações mirabolantes, textos, vídeos, roteiros, desenhos, livros, estudos. Porque eu, e a minha vida, somos mais do que a sensação de culpa e traição. Chega uma hora que cansa abaixar a cabeça e implorar por conserto. Eu sei do que eu sou capaz sozinha, e o quão boa eu sou em algumas coisas. E sabe, uma hora alguém vai dar valor a isso, alguém vai querer isso por perto, eu não preciso ficar me desesperando e implorando por nada. O mundo é daqueles que se arriscam, que se aventuram e se esforçam. Quem fica em cima do muro e se tenta se privar de dores, medos e afins, não chegam a lugar algum. A gente precisa cair pra aprender a levantar. Da mesma forma que precisamos apanhar para aprender a bater. E isso se encaixa em absolutamente tudo na vida.

Eu sou boa em cuidar de mim, tentar consertar e melhorar todos os dias para ser um ‘eu’ ainda melhor. E ninguém precisa apontar dedo nenhum para mudar isso ou tentar se meter.

Eu não sei ainda se minha felicidade eterna vai ser encontrada na formação de uma família, ou na realização de um sonho, ou numa viagem fantástica. Mas eu sei que ela está por aí. E eu sei que sou capaz de encontra-la. Agora entro em um mundo de ou soma, ou some. Porque de gente tentando me derrubar, me incomodando ou estressando, meus últimos dias já foram cheios. Chega de vírgulas, eu quero é ponto final. O foda-se tá ligado para tudo aquilo que só veio para perturbar. Quem quer, quem gosta, fica. Os outros vão.

Com isso eu fecho aqui uma porta, lacro todas as entradas possíveis e imagináveis. Fechando um ciclo de muitas dores que conseguiram superar a alegria (infelizmente). E abrindo uma nova porta, para um novo mundo, cheio de sorriso e esperança, não só para mim mesma, mas como para o resto do mundo.

Porque eu sei que posso e mereço BEM mais.

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