Ola! Eu achei teu texto muito importante de estar no médium, ou seja, de fácil acesso (mais do que artigos acadêmicos, por exemplo). Aí quando fui ler os comentários vi varias meninas querendo citar o texto no lattes ou em tccs… e aí eu nem ia fazer essa pontuação chata de historiadora que sou, mas achei interessante fazer: acho didaticamente massa a gente saber que a narrativa em ondas existe, mas é mais importante ainda quando a gente percebe o caráter construído dela. A maioria das autoras que descordam que o feminismo seja narrado em ondas (muitas brasileiras, inclusive), apontam que falar em “onda” já sugere a existência de um centro irradiador e suas as margens. Ou seja, é como se os movimentos surgissem no centro (países como Estados Unidos e França) e chegassem às suas margens (nós somos um exemplo de margem). Autoras maravilhosas não estadunidenses ou europeias como a indiana Spivak e a mexicana Glória Anzaldua escrevem textos incríveis dessa perspectiva. Enfim, é só pq historiadora que estuda gênero quer problematizar tudo, né? E acho que desnaturalizar a narrativa do feminismo em “ondas” é absolutamente necessário pra prática feminista das mulheres dos países “marginalizados”. E se a gente redefinir os marcos históricos do nosso próprio feminismo brasileiro? Ps: amei tu ter colocado os panfletos de época!
