Fora da Realidade

Se veio de mim, é sobre verdades que doem. Um dia uma certa pessoa me disse que eu era um aspartame. Um diálogo doce e sintético. Tão profundo que denunciava o quanto não era real. E só disse isso mesmo, exatamente assim. Eu passei tanto tempo viajando no sentido disso e daquilo que me perdi por lá nessas terras…

… Por que raspar a cabeça significa paz? Se você me odeia por que levou meu quadro embora? Se eu me amo, por que perdi a cópia que você me deu? O quanto eu me importo comigo mesma? Se você me acha tão irritante por que minha foto preferida de mim foi você que tirou? Quem eu vejo no espelho? Por que você raspou a cabeça? O que é paz? O que diabos você quer dizer com aspartame? Por que eu sou seu trabalho de fotografia e o seu TCC? O quanto que é você não sou eu? Não sou eu, não é você. Superficial. Olha pra mim, somos tão superficiais que se beijar não dói nada. Eu, tão superficial que escondo o gosto de verdade.

Certa pessoa era única que sabia a verdade sobre mim e eu espero que ela não lembre. Obrigada por ter trazido a verdade discretamente e me entregado sem que ninguém notasse. Obrigada por ter falado baixinho.

E agora, após ter superado o trauma suave, eu diria que estou mais para um mágico ilusionista: real, mas não deixa de ser fantasioso.

Aguardando uma conversa franca sobre o medo e o conforto.

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