9° em uma madrugada de abril, seu mês.

Eu tô aqui, me perdendo na madrugada. 
Escrevendo umas besteiras nas notas do celular, ao som da minha melhor playlist. 
Playlist que cê ia dizer ser clichê e chata. Essa playlist sou eu, meu eu, em som. 
Já perdi a conta das inúmeras músicas que te enviei, só esperando que me entendesse através delas. Esperando que me esperasse. Esperando que me sentisse da maneira que te sinto, presente. 
É tão fácil jogar palavras, tão fácil. Difícil mesmo é fazer com que elas façam sentido, façam sentir. Eu já não sei como tu se sente, não sei nem como eu me sinto ao certo.
Eu realmente queria poder olhar no seu olhinho e dizer o quanto eu te desejo, te desejo feliz, te desejo sol, te desejo o bem, te desejo outra vez, e mais uma vez. 
Eu sei que tá uma confusão de sentimentos e lembranças, e eu quero organizar isso. Por isso insisto tanto em te ver. Quero abrir a janela que tá escurecendo minha alma, pra tirar toda essa poeira. E quem sabe pra clarear um pouquinho da sua escuridão também. 
Eu estou quase desistindo, mas ainda sinto que vale tentar. O coração só vai ter paz quando a gente rir de tudo isso no final. 
E eu amo o seu sorriso, amo a maneira como seus olhos ficam enrugadinhos quando ri, amo o tom da tua risada e amo ainda mais quando ela sintoniza com minha. 
Isso tudo é culpa da saudade. Saudade que tá me consumindo por inteira.
Aquela saudade gostosa, do aconchego, do cheiro, da cor do seu cabelo: vermelho.

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