Carol Patrocinio
Jul 21, 2017 · 1 min read

Marina, uma coisa que não sabem sobre mim: fui atriz por alguns anos. Quando você conta sobre a história da peça me toca muito porque mais de uma vez celulares tocaram enquanto eu estava em momentos tensos no palco. Celulares tocam, as pessoas têm crises de tosse, espirram, choram mais alto porque algo as tocou. Se fosse um adulto, como você reagiria?

Entendo que seu ponto é que se a criança não estivesse ali você não teria sido atrapalhada, mas se fosse outro adulto ia ter incomodado menos ou você apenas se sentiria de mãos atadas?

Bom senso é algo muito diferente pra cada pessoa. Eu moro em rua que as pessoas têm costume de passear de madrugada com os cachorros, o que faz com que todos os cachorros latam enquanto a gente tenta dormir. Pra esses adultos que passeiam com o cachorro aquele é o melhor horário então, de acordo com o que é bom senso pra eles, os cachorros latirem é só uma consequência.

O que me incomoda em tudo isso é que o “eu” sempre é mais importante do que o “outro”. Sempre é sobre nossas expectativas sendo frustradas. E então me preocupo com os desdobramentos disso.

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