Nádia, obrigada pelo relato! Também convivo com essa sombra, tive uma crise em 2014 e outra em 2008 (mais branda), que infelizmente não foi diagnosticada na época, graças à minha inexperiência e ignorância, e também daqueles ao meu redor, afinal “pobre não tem depressão”, né? (tem siiim!!!). Lidar com as reações e expectativas da família e amigos é algo paralisante, pois às vezes você só espera um abraço, um sorriso, ou mesmo o silêncio (que delícia o silêncio), mas tem gente que vem com “isso é falta de trabalho”, outras com “isso é falta de deus” e outras até querem te curar com hipnose… sim, aconteceu comigo! haha A questão da medicação é outro ponto muitas vezes difícil de lidar, pois “você vai tomar esses remédios fortes??”, ou “você ainda está tomando esses remédios??” e ainda “quando você vai parar de tomar esses remédios??”. Infelizmente é comum ter filho de estuprador, pai matar filho, filho matar pai, abuso de álcool, mas “remédio pra essas frescuras”… aí já é demais!!
Assim como você, também li este livro do Solomon, ma-ra-vi-lho-so! Um livro que aborda a depressão em diferentes perspectivas de maneira breve mas com profundidade adequada para que qualquer leigo que esteja passando (ou já tenha passado) por isso possa se identificar, refletir, aprender, enfim, ganhar um pouco de entendimento de sua própria condição para tentar seguir em frente.
Fico feliz que esteja melhor! É engraçado como “de repente” algumas coisas vão se encaixando, a gente vai tropeçando e quando vemos estamos percorrendo um caminho novamente, tal qual uma criança que aprende a andar.
Beijos! =)
Feliz Cumple
Nádia
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