Fico aqui imaginando no tanto de gente que se submete a gostar de outro alguém. Me faz pensar que não estamos só. E que talvez essa seja nossa única certeza. Ontem eu estava triste, mil coisas na cabeça, e eu arquivando tudo em forma de silêncio. Fui pra casa do meu melhor amigo e com ele chorar todas as minhas pitangas de amores passados e amores que virão. De tanto ele me escutar, ele me lembrou que a vida é como se fosse uma montanha russa. E como qualquer brinquedo que é bom, nos assusta, nos alegra e que por fim, termina. O maquinista comanda o tempo em que nosso divertimento vai durar. E nem sempre ele está no clima de deixar a gente no brinquedo por mais 10 minutos. E a gente vai embora feito crianças insatisfeitas. Amores interrompidos são exatamente como um brinquedo no parque. E nós somos qualquer criança querendo mais 10 minutinhos no brinquedo. E a vida é aquele ticket que te deixa brincar só por uma vez. E nessa única vez, você tem que ter equilíbrio para administrar todos os sentimentos num tempo curto. E quando isso acaba? E agora, José? O parque fechou. O brinquedo acabou. A gente só lembra o quanto foi bom. Num belo dia esse parque se recolhe e irá para outra cidade. Assim como nós, um dia, por dentro.