A vida muda a gente ou a gente muda a vida?

Acabei de ver que estou na listinha negra do Gilberto Dimenstein. Aparentemente, uns três textos políticos que publiquei há dois anos, contra o PT, me colocaram na lista de gente que tem conexões com o MBL. Minha única conexão com o MBL foi ter seguido, durante um tempo, a página deles no Facebook.

Seguimos.


O que me deixou mais interessada ao ver meu nome na lista foi refletir como minha vida mudou desde que publiquei aqueles textos. Virou de ponta cabeça. Pessoas, lugares e inclusive opiniões (estou cada dia mais “centrão”, ainda que continue sustentando que Dilma foi a pior governante que vi em vida, e isso inclui o Sarney e o Collor).

O que me fez pensar: é a vida que muda a gente ou a gente que muda e fica com a impressão de que nossa mudança foi simplesmente adaptação?

Isso é algo que está na minha cabeça há pelo menos um mês. Tudo vai acontecendo tão rápido, há gente tão especial entrando e saindo da minha vida, há erros e oportunidades acontecendo e aparecendo todo o momento, há lugares novos a conhecer todos os meses, há conversas sinceras com quem a gente ama…E nesse processo todo a gente vai descobrindo quem a gente é. E isso não é nada fácil.Eu não sou a mesma pessoa que era quando escrevi os textos que me fizeram entrar na lista do Dimenstein. A vida me trouxe, ou eu busquei na vida, alguns catalisadores de mudanças. Eu não sou uma pessoa completamente diferente também.

Como boa libriana centrão, cada vez mais “isentona” (será que é maturidade?), vou apenas aceitando as mudanças e buscando ser um pouquinho melhor a cada dia. E, especialmente, vamos aprendendo a agradecer o que a vida traz de bom, porque parece que uma boa parte disso é também conquista nossa.

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