CONSUMO E ATIVISMO

Ativismo: qualquer doutrina ou argumentação que privilegie a prática efetiva de transformação da realidade em detrimento da atividade exclusivamente especulativa, freq. subordinando sua concepção de verdade e de valor ao sucesso ou pelo menos à possibilidade de êxito na ação. (Wikipedia)

O sistema fast-qualquer coisa tem dominado o nosso cotidiano com comida, roupa, tecnologia, pessoas, tudo à um toque. Acesso rápido, fácil e barato. Será mesmo?

Toda forma de consumo tem embutido consequências éticas e sociais, impactos que nunca paramos para pensar, pois já estamos acostumados a viver no automático, por não fazer parte da realidade que estamos inseridos, por parecer apenas uma noticia isolada de um lugar muito muito muito distante.

Você acha mesmo que uma camiseta de R$25 paga o material, mão de obra, transporte e venda do produto? Não. E tenho noticias piores. Esse tipo de indústria escraviza crianças, adultos, mulheres e idosos todos os dias.

Segundo a ONG Made in a free world, só em 2014, haviam cerca de 29 milhões de pessoas no mundo sendo vitimas de escravidão.

Para não ficar apenas no setor da moda, podemos falar também sobre a alimentação. Você sabe mesmo de onde vem sua comida? Provavelmente não. Mas já existem grandes pesquisas que comprovam as péssimas condições em que nossos alimentos são produzidos no Brasil. Além das condições trabalhistas de semi escravidão, impactos ambientais causados pelo desmatamento e grande quantidade de agrotóxicos não têm acabado somente com a nossa saúde, mas também com a nossa terra.

Pensando em fazer com que repensemos nossas escolhas, o site Slavery Footprint, calcula quantos escravos trabalham para você baseados nos seus hábitos de consumo. É de partir o coração e abrir os olhos.

O modo como fazemos escolhas impacta sim o sistema, salva pessoas e torna o mundo um lugar melhor para vivermos. Hoje, existem inúmeras alternativas à tradicional maneira de consumir, mas isso é tema para um outro post.

ADENDO IMPORTANTE: valor das peças não garante a qualidade da origem (conhecemos bem os casos Zara da vida), exemplifiquei com valores baixos porque temos cada vez mais acesso a fast fashion e sites internacionais que vendem a preços bizarramente baratos.

Falei alguma besteira, quer acrescentar alguma coisa? Vou adorar receber seu feedback nos comentários :)

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