A empatia é uma função biológica

A gente já falou que nesse mês das crianças nós queremos multiplicar, e para isso nos juntamos com a RISO! Contamos nesse último post como vamos fazer essa conta e uma breve apresentação sobre eles que já justifica o porque da escolha!

E como esse espaço nasceu pra gente dividir mais conteúdo com vocês, pedimos a uma das fundadoras da ONG nos contar mais sobre esses 2 anos de construção. Então, com vocês, Ligia Deschamps!

“Não sabemos e sorrimos.

Se tem uma coisa bonita nessa vida é quando ela te surpreende. Com a RISO foi assim, acho uma “coincidência” bonita estarmos comemorando nossos dois anos logo no mês das crianças. Já que na verdade não sabemos direito o dia da nossa concepção. São tantas datas, a data que tivemos a idéia, a primeira reunião, ou o dia que assinamos o contrato social? Não sei, talvez o dia mais importante seria quando essa sementinha foi plantada em cada uma de nós.

Aí meu amigo, são aquelas coisas que só você e Deus sabem, se souberem. Uma vez eu li que a gente já nasce com o tal do gene espelho, que a empatia é uma função biológica. Então talvez seja o nosso dia de nascimento? Não sei, e pra falar a verdade, não importa.

Levamos sempre com a gente, esse mesmo não saber do primeiro dia. Quando decidimos arriscar por uma coisa que fazia muito sentido pra gente. Sabíamos que tínhamos algo que já não cabia mais guardado, queríamos tentar melhorar o que víamos no nosso redor, na nossa cidade e com essa pequena decisão surgiu a RISO.

A gente nunca sabe o que vai dar quando começa uma coisa, tecnicamente não sabemos o que vai dar depois do começo também e há 24 meses conseguimos conviver cada vez mais confortavelmente com esse não saber. Não tem como saber porque trabalhamos com pessoas, comunidades, famílias, crianças e principalmente porque somos humanos, imprevisíveis e imponderáveis.

O que percebemos, nesse tempo, foi a mágica que acontece quando você acolhe a imprevisibilidade: o seu retorno tende a ser muito maior do que qualquer planejamento perfeito te daria. A gente queria construir uma ONG que ajudasse as crianças em situação de risco, mas acabamos construindo uma rede, construindo junto vidas e historias, despertando o amor como uma onda.

Acho que o mais gostosos foi escutar pessoas perguntando pra uma de nós –fundadoras- se já conhecíamos a RISO, foi um processo tão coletivo que não teve protagonista, não tinha “o rosto” da RISO, o que deu espaço para essas coincidências engraçadas. Foi tão emocionante ver isso, ver que uma escolhazinha, uma decisão se transformou nisso tudo.

Porque, na verdade, tudo que a gente fez foi dar o primeiro passo. O mundo nos deu de volta todo o resto. Teríamos até algum tipo de frustração pela falta da historia incrível de empreendedorismo em pleno 2016 se a gratidão não ocupasse tanto espaço aqui dentro.

Pequenas decisões mudam a vibração do todo de forma que não podemos e não precisamos controlar. Vamos fazer um exercício simples de visualização: duas pessoas estão de pé e de mãos dadas. Uma delas começa a se balançar, mais rápido e mais rápido e mais rápido… A segunda acaba se balançando nem que seja um pouquinho. Se começamos a dar a mão a mais pessoas esse movimento vai se expandindo, ganhando momentum e atraindo mais pessoas. Quando fechamos um circulo esse balanço se auto-alimenta, ganha vida própria e nem dá mais pra saber se são as pessoas que fazem o balanço ou se o balanço que mexe elas, entende? Mudança e amor são assim.

Estamos todos conectados, é impossível medir o alcance de uma decisão e que começar é sempre melhor do que esperar. Mesmo sem perceber já estamos inseridos em redes invisíveis e fortes, não estamos sozinhos. Pode dar o passo que o resto vem, confia. Confiamos. Obrigada mundo, obrigada Rio, obrigada vida. Tem sido incrível”.

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