ECONOMIA

Casas com Energia Solar cresce 38% no Paraná

A Semana do Meio Ambiente traz reflexões sobre modos sustentáveis de vida. A energia solar é um deles, além de tudo, é também favorável financeiramente.

A energia solar é um sistema que vêm crescendo nas casas e indústrias brasileiras. Em Curitiba, o número de unidades consumidoras de energia fotovoltaica aumentou em 38% desde 2016 até o início do mês de Junho. De acordo com a Copel, ano passado eram 655 unidades, e agora em 2017 são 800.

Gerson Maximo Tiepolo, professor doutor em energias renováveis, conta que na região sudeste e centro-oeste, onde há mais radiação, o uso da energia solar, principalmente para coletores de água, é bastante presente. O professor explica que há várias formas de usar a energia, sendo estas, para aquecimento da água, através de coletores; painéis fotovoltaicos e sistema heliotérmico.

“Os painéis fotovoltaicos estão SENDO OS MAIS difundidos nos últimos anos”

Foto de arquivo pessoal / Professor Dr. Gerson Maximo Tiepolo

Tiepolo explica que os painéis fotovoltaicos fazem uma conversão direta da radiação solar em energia elétrica e também geram essa energia de forma contínua.

Por conta disso, necessitam de um conversor, chamado inversor, que muda de corrente continua para alternada, para condizer com a maneira que os equipamentos domésticos funcionam. Há o sistema fotovoltaico isolado, que é usado em regiões de difícil acesso e o sistema fotovoltaico ligado à rede, que é a forma utilizada no meio urbano.

“Sistemas fotovoltaicos e coletores de água são os sistemas mais usados no Brasil.”

O benefício que a energia solar traz para o meio ambiente, segundo o professor, é que a maior parte da energia deriva de combustíveis fósseis, que são emissores de gases causadores do efeito estufa, o que eleva a temperatura do planeta. Por conta disso o maior estímulo para usar a energia solar é pela sua fonte sustentável e renovável, pois não emite elementos poluentes, além disso, dura em média 25 anos e não necessita de grande manutenção.

Um técnico da empresa EGNEX, que trabalha com energia fotovoltaica, afirma que a procura aumentou e está eficiente, ele acredita que seja por conta de ser uma forma de investimento que possui retorno.

Benefícios para o bolso

Tiepolo também comenta que o custo para instalação tem baixado, atraindo a população por conta do payback, ou seja, retorno. Há outro ponto interessante colocado pelo professor, a energia solar não possui oscilações da tarifa, que a energia elétrica sofre.

No caso dos painéis fotovoltaicos, se há o consumo de menos energia do que está sendo gerado na residência, a sobra irá para a rede de distribuição urbana, neste caso, a Copel, funcionando como um empréstimo. Quando gera menos energia do que precisa, o restante é realizado pela Copel.

Gerson desmistifica o que muitos acham, “a energia elétrica nunca será zerada, o que ocorre é que o custo será reduzido.” O custo nunca será zerado por conta de existir o consumo mínimo, que é uma taxa que sempre deverá ser paga, independente da forma de energia.

Foto arquivo pessoal / Casa de Sônia com painel solar

Sônia Fonseca, arquiteta, conta que faz o uso de energia solar para aquecimento de água há 14 anos. Em 2003, na instalação, Sônia gastou um total de R$ 14.000 e teve um retorno em médio prazo, entretanto, desde então as despesas com gás diminuíram.

“A sustentabilidade e o benefício financeiro tornam a energia solar chamativa”, finaliza Gerson.

19/06/2017 - Barbara Schiontek, Camille Casarini, Évelyn Rodrigues e Mariane Pereira.