Por que comemos o que comemos?
Carla Soares
383

Que abordagem legal, Senhorita inoperante. Há poucas pessoas dedicas à história da alimentação. Uma colega, Patrícia Merlo — nos formamos juntos —, doutora na Federal do Espírito Santo, tem linha de pesquisa nesta área.

Nossa geração não sabe que há poucos anos não havia comida para todos. Lidamos com a "colheita" no supermercado. Eu mesmo só conheci o atum no nordeste, acredita? Para mim ele "nascia" na lata! Imagino que muitas crianças precisarão de psicólogo ao descobrir que o leite não mina na caixa! Meu sogro, um intelectual com quem aprendo muito, costuma repetir isso diversas vezes: havia falta de comida à mesa no Brasil até meados dos anos 60. E nem todos tinham um pedaço de terra para o cultivo.

Com o privilégio da fartura, precisamos estabelecer outra relação com os alimentos. E para nós, de mesa farta, não desperdiçar e repartir é um bom começo.

No mais, agradeço a menção.

Abaixo, uma entrevista com a Patrícia Merlo.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.