Estreou a 14 de Maio na Netflix o filme que tem todos os ingredientes para ser apelativo o suficiente a uma enorme franja de diversificado público. Realizado por Joe Wright e protagonizado por Amy Adams, conta ainda com Julianne Moore, Gary Oldman e Jennifer Jason Leigh num elenco que, só por si, justifica o tempo dedicado a ver o filme.

Foi nesse espírito que a autora das linhas deste texto embarcou em mais uma aventura Netflixiana, aventura esta acompanhada por um passado recente alegadamente menos afortunado como pano de fundo da estreia.

Muitas voltas dadas, o filme que começou a ser preparado em 2018 e esteve para estrear em 2020 no cinema, chega à plataforma de streaming em 2021 com o que aparentam ser oferendas de ouro, incenso e mirra.

São muitas as boas ideias e intenções que compõem este “A Mulher à Janela” e são elas que são alento ao espectador, ao mesmo tempo que sendo muitas e…


Um filme sobre um conjunto de amigos que decidem experimentar viver a rotina diária sob o efeito do álcool pode parecer um pouco disparatado, mas o olhar de Thomas Vinterberg é tudo menos simplista. “Druk”, no original, não é óbvio e mostra que é preciso esperar para ver.

A premissa inicial de “Mais Uma Rodada” baseou-se num certo grau aceitável de alcoolismo jovem que a sociedade dinamarquesa permite e até incentiva.

Uma experiência social transformada em filme era o que seria de esperar, mas na realidade trata-se de muito mais do que isso. Pode arriscar-se mesmo que “Mais Uma Rodada” vá exponencialmente mais além do simples filme de amigos de meia-idade que se embebedam.

Esperar-se-ia, talvez, uma alegre e divertida experiência em que no final todos se abraçam e provam castas diferentes, riem muito, eventualmente alguém tropeça ou chega a casa de madrugada e derruba uma jarra…


Em “Nomadland”, a ficção é mais estranha que a realidade, algures no compromisso talhado entre o documentário e uma experiência de ficção que se adapta à viagem.

Estreou a 19 de Abril nas salas de cinema portuguesas e é um dos grandes trunfos para atrair público neste muito aguardado retorno aos cinemas.

Mais do que um road movie clássico, é uma potencialmente interessante viagem colaborativa entre toda a equipa e os intervenientes da vida real que dão corpo ao filme. São eles os novos nómadas norte-americanos, nascidos da insatisfação para com um estilo de vida voraz que não tem contemplações para com os menos afortunados.

Ao terceiro filme, Chloé Zhao parece ter tocado as cordas certas e é nesses acordes que residem os seus melhores e menores atributos, na medida em que se nota por demais o esforço para que determinadas notas emocionais sejam vibradas.

Sobejamente galardoado, discutido e elogiado, traz…

Cátia Santos

Uma arqueóloga de criação que adora escrever sobre cinema

Get the Medium app

A button that says 'Download on the App Store', and if clicked it will lead you to the iOS App store
A button that says 'Get it on, Google Play', and if clicked it will lead you to the Google Play store