Dialogando Sobre O Filme Her (Ela)

O Filme Her (ela) é uma produção de Spike Jonze, conta a historia de um escritor chamado Theodore Twombly, que esta se divorciando da esposa, é um homem solitário e por conta da solidão acaba adquirindo um sistema operacional de computador, no decorrer do filme percebemos que Theo usa esse sistema o tempo todo tanto em casa como no trabalho, ele possui poucos amigos (a vizinha e o chefe), possuem alguns encontros que nunca vai alem do primeiro. Na narrativa do filme podemos ver o desabrochar de uma crescente relação entre ele e seu computador. Ele se apaixonar pela voz do sistema, que esta presente em praticamente 24 horas da sua vida, então ele começa a namorar o SO, e ai que começa a parte que nos levar a uma reflexão sobre os pós e contras tecnológicos.

Logo no inicio ao adquirir o programa , quando ele vai instalar podemos perceber as perguntar feitas para ele , vemos então ele já começa traçar um caminho para a dependência do aplicativo, a empresa cria as perguntas certas para atrair consumidores dependentes, que por conta dessa dependência adquirir mais e mais produtos idênticos, de mesma procedência, visando assim, lucros pra a instituição midiática.

Confesso que no início do filme, não estava achando agradável, pensei que ser filme chato. Que se tratava de um cara louco, mas depois fui vendo alem do romance aparente, e percebi que se o cara era louco por namorar um sistema de computador, toda a sociedade atual também esta na mesma situação, pois comecei a fazer um paralelo entre o filme à vida real hoje.

Em relação ao namoro entre Theo e o sistema denominado Samanta, percebi que apesar de não ser bem com o computador, as pessoas então fazendo o mesmo, ao entrar em salas de bate papo e ter um namorado virtual, ao entrar em blogs e ter amigos jamais conhecidos pessoalmente, robôs que fazem tudo de limpar uma casa até vira babá, um pra cada gosto ,estão se relacionado com o sistema , mas é ai que percebemos uma revelação , o problema não é apenas as maquinas e as empresas inovadoras nesse meio midiático , pois por trás das maquinas existe as pessoas, que possuem as mais variadas índoles , cabe a cada um repensar seu modo de usar as novas tecnologias .

No filme também pude perceber que Theo levar o tablet/celular pra para todo lugar, leva ate em um encontro com o chefe e a namorada deste, onde ambos lidam com normalidade com fato dele namorar um SO, vai à praia só ele e o celular. Pude então ver outro reflexo da nossa atual sociedade, hoje em dia todos possuímos celulares mais e mais sofisticados, estamos sempre conectados com alguém através de uma rede social (tanto que no início do filme pensei que a Samantha com a qual ele se comunicava era outra pessoa atrás da tela), muitas vezes em uma roda de amigos, então todos de corpo presente, mas a cabeça baixa indica que a mente esta longe, muitas vezes ao falarmos com alguém necessário repetir novamente, porque outro não entendeu, pois estava conversando com alguém de longe”, e cada dia surge um novo programa que une quem esta longe, mas afasta quem esta perto, pensando nisso refletimos que sim a tecnologia é ótima pra trabalhar de forma mais prática e avançada, pra matar a saudade de quem ta longe, mas como tudo na vida é preciso usar moderadamente senão vira um vicio. Outro dia estava eu assentindo a um noticiário na TV, que contava a historia de uma mulher que teve que ser internada em uma clinica pra dependentes, porem o vicio não era cigarro nem álcool, o vicio era redes sociais. Ela chegou ao ponto de comprar quatro chips de diferentes operadoras celulares para o caso de se um faltasse tinha outra a mão, não cuidava mais do filho de oito anos e da casa, era 24 horas na rede, se esquecendo de tudo. Foi quando percebi que ela era uma espécie de Theo, vi então que o filme não é tão fora da realidade, acredito que o filme é uma metáfora pra definir a geração de hoje

Em outra cena já na parte final, Theodore não consegue se comunicar com Samantha e sai igual a um louco pelas ruas, chamando por ela com o aparelho na mão, e ai que cai a ficha, Samantha não era particular dele, Samantha era um aglomerado de pessoas, foi então que enxerguei outra vez o mundo real, onde muitas vezes quando a internet cai leva pessoas ao desespero, porque já não se consegue viver desconectado. Nessa parte também entendemos que as novas tecnologias estão sempre se renovando, se um programa sai da “moda”, já estamos prontos a adquirir o próximo, ainda mais avançando, e ai que vemos o empenho das empresas envolvidas nas mídias de alta tecnologia visando cada vez mais o lucro a partir da dependência virtual dos indivíduos

Enfim, achei o filme um pouco chato no inicio, mas à medida que vai passando o tempo você começa a perceber que é um filme pra nos fazer refletir sobre o uso do meio virtual, recomendo Her (Ela), pelo simples fatos de nos levar a reflexão sobre os efeitos benéficos e os danos que a conexão na rede pode trazer aqueles que não sabem dosar sua dependência pela tecnologia, existe um limite entre o real e o virtual, cabe a nós nos educarmos e fazermos uma filtração daquilo que de fato nos interessa.

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