DIY

Há mais ou menos 1 ano e meio atrás, eu estava correndo com algumas coisas do meu casamento e das coisas que eu tinha para fazer, as que mais me ocupavam tempo e dinheiro eram: decoração, convite e as lembrancinhas para convidados e padrinhos. Como tudo para casamento parece ser inflacionado, eu e minha esposa (na época noiva óbvio) optamos por fazer nós mesmos alguns itens como o convite, por exemplo. Para fazer podermos fazer, procurarmos dicas na internet e foi nessa busca que eu encontrei a sigla “D.I.Y.” que significa** “Do It Yourself” ou “Faça Você Mesmo”.** Hoje em dia, o D.I.Y. é COOL para casamento. Realmente é muito prazeroso você poder entregar de presente algo que você mesmo fez. Um ano e meio passou e atualmente tenho ficado encantado com a evolução (ou segmentação) do D.I.Y.:** a cultura Makers.** Tive meu primeiro contato com essa cultura, através do Ricardo Cavallini, criador da Makers (http://makers.net.br/). Para mim a grande diferença conceitual entre o D.I.Y. e a cultura Makers é: no primeiro eu copio algo que já fizeram e no segundo, eu crio algo que não existe que supre uma necessidade minha. Mas o “pulo do gato” da cultura Makers não está somente na necessidade “egoísta”, mas na possibilidade daquilo que eu penso ser útil somente para mim poder ser útil para outra pessoa também. Compliquei? Simplifico. Estou em casa e vou tomar um suco. Mas acabo derrubando o copo, pois o mesmo é feito com um vidro liso. Esse não é o primeiro copo liso que quebro. Assim, percebo que para mim, é melhor ter um copo que seja moldado a minha mão, que tenha algumas ranhuras para que não deslize em minha mão. Faço o desenho do que pensei em algum programa 3D e mando imprimir em uma impressora 3D. Pronto supri minha necessidade. Mas e se existe alguém que também quebre muitos copos e queira um copo assim como o meu? Ou seja, eu posso ter criado um novo produto. Dei um exemplo simples, mas imagine a quantidade de ideias que estão por ai e que não chegam nas grandes empresas? Tivemos uma onda parecida com essa no setor de empregos, com a criação de diversos novos empregos que atendiam a crescente demanda por profissionais mais especializados (ex.: a 15 anos não existe a profissão Analista de Redes Sociais). Essa mesma onda, chega agora no setor de manufatura. Eu crio aquilo que eu quero e agora posso vender também. Passamos de consumidores, para “fazedores”. Será que um dia poderemos não comprar mais? Vejam este vídeo: http://youtu.be/7wHorfRvvcE O governo americano, diante da crise que assolou a economia deles e que deixou resquícios, vê na cultura Makers uma “maneira de criar bons empregos e dar um up na industria de manufatura”, apoiando aqueles que querem criar novos produtos ou empresas. Obama cita o exemplo do Steve Wozniac, quando criou o Apple One. Era somente um projeto pessoal, mas que revolucionou o mundo e hoje a Apple é essa mega empresa. Novamente, quantas grandes ideias não estão dentro de casas por ai e que esse nova onda chamada cultura Makers permitirá sair das quatro paredes? Dizem e eu acredito, que estamos diante de uma nova revolução industrial: a revolução do Makers, do Do It Yourself.

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