Que a verdade seja.

E eu, que nunca fui de questionar às coisas alheias, questiono a mim mesmo. Que verdade é essa que tanto carrego nos ombros, deixo transparecer aos olhos, ou deixo expressar num sorriso espontâneo.

Corro, caminho, respiro e trago. Um palheiro e a minha essência. Trago-a para o plano físico porque é necessário. Porque não há mais sentido algum escondê-la. Porque a conexão entre o espiritual e toda a matéria que me rodeia, me faz sentido agora. E quando entendo, mesmo que minimamente, o quão são incontáveis as possibilidades do universo, aceito, respeito e agradeço.

Existe um caos, que se dissolve, pouco a pouco, a cada passo que caminho em direção a verdade, a qual não é unica, nem estática e muito menos passível de ser explicada com palavras. Mas ela existe, de diversas formas. E negá-la, é perder-se em si mesmo. É não seguir em frente. É estagnar-se e permitir-se ser guiado pelo ego.

A escolha de andar com o ego, lado a lado, dói. Porque quase sempre, ele e a intuição se opõem. E me disse hoje, um ser muito amado: ‘Sentir pode ser a coisa mais dolorida do mundo, mas é o que faz a gente saber que está vivo’.

Faço as pazes com o ego, e o convido para dançar livremente, sem sapatos, sem coreografia. Estendo-lhe a mão, feliz e grato por não mais negar as circunstâncias do universo. E caminho, leve e nú, trazendo a verdade do meu ser.

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