Porque não mulher casada?

Eu sei o que você, leitor, está pensando: lá vem mais um texto com temática manjada, onde o senso comum já nos diz que a catástrofe é iminente. Porém, asseguro-lhes que desta vez, o desfecho será outro.

Se pesquisar o termo “relacionamento com mulher casada” no google, você será açoitado por dezenas de artigos que, em quase sua totalidade, irão lhe sugerir que não siga em frente. Que há muitas mulheres no mundo (tão boas quanto). Que você será responsável por estragar uma família. Que, se ela trair o marido por você, que garantias terá de que não seja o próximo?

Um sentimento desse pode parecer egoísmo, mas penso que egoísmo é você não ir atrás do que te faz (ou poderá fazer) feliz; egoísmo é deixar uma oportunidade passar, é viver na dúvida, é ser assombrado por assuntos mal resolvidos, afinal, não é esse o propósito da vida? Ser feliz? — bom, alguns dizem que o propósito da vida é sobreviver, mas enfim; Como dizer se você encontrou a mulher da sua vida, se você ainda não viveu toda a sua vida?

Mas veja bem. Não estou tentando te convencer que esse é um caminho de sucesso. Como toda decisão, ela deve ser baseada no contexto da ocasião. Se você é um jovem mancebo, no auge de sua puberdade, e não sei porque cargas d’água se interessou por uma mulher casada, esse sim é o senso comum: vai dar bosta. Nessa idade, sem qualquer vivência de um relacionamento mais sério ou duradouro, a única coisa que o move é a testosterona dentro das calças.

Entretanto, quando se viveu pelo menos uns 20 anos à frente da sua puberdade cataclísmica, e teve no mínimo um relacionamento duradouro, você definitivamente sabe o que quer em uma mulher. E é claro que nessa idade, encontrar uma solteira que atenda essa particularidade é bem raro, pois todas já estão alocadas em suas atribuições matrimoniais.

Não estou dizendo que você deve desbravar o mundo estragando casamentos com a justificativa de que você merece ser feliz, mas sim, que se a possibilidade existe, porque não? Porque é casada? Porque é desrespeito? Porque vai contra as diretrizes de sei lá o que? Novamente, não estou incentivando futuros destruidores de lares. Não estou falando aqui de sair dando em cima das esposas.

Estou salientado que, como qualquer outro relacionamento, este pode sim se tornar algo. Entenda que o foco é a felicidade de ambos. O interesse deve ser mútuo, surgir aos poucos, gradativamente de forma natural. O esforço num cenário desses é complexo, demorado e deve-se prosseguir com cautela. Pode parecer que estou enfatizando a dificuldade da conquista como um jogo, mas não.

Não é para você ser o cara que está lá quando ela estiver triste. Não é para você ser o cara que ouve as reclamações dela do marido. Não é para você ser o malandrão. Não é para ela trair o marido e fugir com você pelo campo verdejante.

É para você sutilmente conquistá-la, para sempre, até que ela enxergue em você, o que você vê nela.

Pode nunca acontecer nada, de fato. Mas prefiro meu copo metade cheio.

#dia1