Indicar clássicos não é tarefa simples. Afinal de contas, fazer listas é cometer injustiças, há sempre algo que poderia ter sido incluído. Escolhas modificam-se ainda com a passagem do tempo, a definição do que seja clássico também se altera com novas sensibilidades históricas – como diria Camões, mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Calvino, ao listar em 1991, seus “clássicos” fez uma escolha baseada na literatura europeia, com uma ou outra exceção. Talvez em 2018, escolhesse outras obras, tivesse outros horizontes.