Incertezas casuais

Eu não preciso do amor de alguém,
mas eu quero.

E talvez a culpa seja da maneira como a sociedade construiu essa ideia na minha cabeça, talvez foram as minhas vivências que corroboraram nisso, talvez seja culpa do meu mapa astral… Não sei.

Mas não que eu queria que seja perfeito como nos filmes, ou que seja para sempre ou até mesmo que encaixe em toda aquela utopia criada na nossa cabeça. Não. Porque sei que amor é insano, dolorido, difícil e é complexo para caramba. Nem tem como defini-lo, porém eu o quero. Parece que meu corpo sente vontade disso. Pois, apesar de tudo, foi bom quando senti.

Amor é um fogo que arde sem se ver; 
É ferida que dói, e não se sente; 
É um contentamento descontente; 
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer; 
É um andar solitário entre a gente; 
É nunca contentar-se e contente; 
É um cuidar que ganha em se perder; 
[…]
Luís Vaz de Camões, em “Sonetos”

De qualquer forma, não o idealizo, mas sim desejo algo real, natural e ótimo pra todos que estiverem envolvidos e que dure o quanto for pra ser. 
Pois, além de tudo, quero um amor livre. Quero um amor real. Quero um amor saudável. Quero um amor sem dúvidas. Quero sentir sentir a dor de um amor também. Tudo isso...
Mas, depois deles, se tornou tudo tão difícil. Do que adianta querer?


Gostou do texto? Não gostou? Comente, dê sua opinião e não se esqueça de dar aqueles aplausos delícia — vão de 1 até 50!

Este texto é de total autoria minha, então, se curtiu, dá uma olhada nos outros já disponíveis aqui no meu Medium! Sigam meu perfil e compartilhem os textos nas redes sociais para mais pessoas terem acesso a ele ❤

Like what you read? Give Caio Cardoso a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.