Sou um ok. Nem boa ou ruim, só ok.

Hoje me vi só, me senti só… Andei pela casa pensando no que iria fazer no resto do dia, são recém 04h40 am e já me encontro perdida. De tanto me questionar, parei, respirei fundo e fui fazer um café.

Tomei o café como se minha vida fosse vazia, gole por gole sem pensar em nada, só no divã.

Não me sinto jovem, não me sinto velha. Sou um ok. Sou algo que não sei definir.

Não definir é libertador e vazio. É aí que quero me questionar.

Quando dizemos que somos algo sempre nos impomos padrões. De”ser” aquele tenho que seguir tais regras pois tenho que ser. De “estar” sou isso e tenho que me sentir assim. Não dando brecha para possiveis coisas boas que podem surgir dali. Aproveitar cada momento sem pestenejar o lado bom e/ou ruim, só aproveitar, sem dizer o que és. Quando dizemos o que somos algo nos é roubado, a nossa identidade, aquilo que é só nosso. É cheio, mas ele te corta tudo que tem e te molda, naquela esteriotipo que você quer ser até chegar no ingrime do que te assusta. Aflora de tudo, coisas boas e ruins.

Já quando não dizemos o que somos estamos dispostos a arriscar. A dizer “eu posso ser isso” “posso não ser” “posso ser um tanto faz” ela muda a tua experiência gradativamente para tudo. Diz o quão forte e o quão fraco és para tudo. Te molda em sensações unicas. Mas quando essa sensação acaba fica o Vazio.

Será que fui algo? Será que presto pra algo? Pra que estou aqui? Estou ok!

Estou ok, me sinto vazia e ok. Não me sinto boa pra nada, não me sinto boa pra tudo, sou ok.

Sei que se eu lutar vou conseguir, mas sei que não chega pra mim pois não moldei uma ideia e não permiti que conhecessem um “eu” foram vários. E nesses vários “eu” ficou perdido aquele que as pessoas dizem que é algo, sou a pessoa que todo mundo sabe quem é, mas não sabe o que faz e como faz.

Sensações assim quando batem é algo que assusta. É como se toda vez que eu acordo tivesse que procurar algo na vida, tudo aquilo que me libertou para criar as minhas asas da maneira mais confortavél. Hoje é a desilusão mais doce que eu tenho. A desilusão de ser adulto, é a desilusão do que é ser adulto.

Like what you read? Give Claudia Azambuja a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.