Coalizão Direitos na Rede premia realizadores de curtas-metragens em ENDC, no Maranhão

“Eu quero ficar conectado com o mundo”, filme do coletivo Trecho 2.8., foi o grande vencedor do concurso da campanha Internet Direito Seu

Iris Maria Fernandes, representante do coletivo Trecho 2.8., recebendo o prêmio de 1° lugar pelas mãos de Renata Mielli, do Barão de Itararé e FNDC

Por Enio Lourenço

Durante a realização do 4° Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação (ENDC) em São Luís, no Maranhão, entre os dias 18 e 20 de outubro, ocorreu a premiação do concurso de vídeos da campanha ‘Internet Direito Seu’, impulsionada pela Coalizão Direitos na Rede e pelo Intervozes — Coletivo Brasil de Comunicação Social.

Os realizadores concorrentes apresentaram curtas-metragens sob o tema ‘Conexão e Cidadania para Todxs’, que foram selecionados por uma comissão interna e depois apreciados pelo júri popular através do YouTube.

1°: Eu quero ficar conectado com o mundo

O filme vencedor foi Eu quero ficar conectado com o mundo, do coletivo Trecho 2.8., que, em formato de mini documentário, mostra depoimentos reais de usuários sobre a importância da internet no seu dia a dia.

“Tudo o que a gente faz precisa de internet”, narra uma personagem. “A pessoa analfabeta digital, sem internet, sem celular, deve sofrer muito hoje em dia, porque a televisão não te dá opções”, comenta outra.

Eu quero ficar conectado com o mundo

“A premiação pelo vídeo nos deixa muito felizes, pois torna público o compromisso que temos de assegurar o direito de produzir comunicação e compartilhar, via internet, temas levantados por populações em alta vulnerabilidade social. Esperamos com esse vídeo contribuir mais efetivamente para que a internet seja um direito para todas as pessoas, de todas as regiões brasileiras”, disse Iris Maria Fernandes, representante do coletivo que ganhou o prêmio de R$ 2 mil.

“A campanha de votação pelo júri popular reafirmou as parcerias que temos com os Pontos de Economia Solidária de São Paulo, os Caps, entre tantos outros companheiros de resistência. O concurso vem potencializar um trabalho que realizamos há 10 anos e nos incentivar a expandir, a buscar novas ferramentas, e sobretudo nos lembrar que é possível continuar e até crescer, apesar dos tempos atuais. Ficou mais evidente que não estamos sozinhos”, reforça Iris.

2°: Carrapicho Virtual

O segundo colocado foi o curta-metragem Carrapicho Virtual, do coletivo de educomunicação homônimo. Com roteiro de Érica Costa, os jovens relatam suas ações de cidadania a partir da produção de conteúdo pelo celular na região do Salitre, na zona rural de Juazeiro (BA).

2º lugar: Marcos Paulo Santos, do Carrapicho Virtual, recebe o certificado do concurso das mãos de Sílvia Alvarez, do Inesc

Eles, que conquistaram R$ 1.200 no concurso, explicam os usos das redes sociais para organizar as comunidades através de internet móvel, a qual criticam pela “precariedade” do serviço. “A gente tem dificuldade pra fazer cobertura de eventos em transmissões ao vivo, por exemplo”, conta uma das narradoras do curta-metragem.

“Queremos uma internet de qualidade, nós produzimos informação. Nossa região e nossa cultura precisam ser valorizadas. Nossa voz precisa ser ouvida”, continua o roteiro, que termina com a apresentação de um sarau.

Carrapicho Virtual

3°: Conexão Informa

Já a terceira colocação ficou com o vídeo Conexão Informa, dos realizadores Karine Maia, Pedro Saliba e Catharina Barbosa.

“Falta de conexão não só dificulta o acesso a serviços básicos como bancos, mapas, táxis, pedir comida. Não é só uma questão de informação, mas de ação política”, diz a narradora do filme em off. “Vale lembrar que muitas operadoras oferecem serviços ilimitados de WhatsApp e Facebook, os dois maiores influenciadores da decisão política de 2019”, continua.

O trio, que ganhou R$ 800 de premiação, também compõe um canal de educação jurídica no YouTube com a advogada Gláucia Nasser chamado Posso Processar, que visa desmistificar termos técnicos do mundo do direito.

Karine Maia recebe o prêmio de 3° lugar das mãos de Gyssele Mendes, do Intervozes

“Tivemos alguns insights importantes para o nosso amadurecimento enquanto produtores de conteúdo digital. O principal deles foi que não importam as dificuldades, se nos mantermos firmes e seguirmos em frente, iremos colher esses frutos. [O prêmio] também mostrou que não estamos sozinho e que podemos construir uma ponte de saberes juntos de outros que estão nessa mesma luta”, afirma a cientista social Karine Maia, responsável pela parte técnica da filmagem, como edição, montagem de cenário e assistência de gravação.”

Conexão Informa

Confira a playlist completa com os cinco vídeos finalistas do concurso:

Em defesa dos direitos de acesso à Internet, liberdade de expressão e privacidade. https://direitosnarede.org.br

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