geração que não deixa pegadas na areia

coloquei colares de metal nos meus peixes
derramei veneno na água de beber
enterrei tesouros sem valor nas praias
garrafas sem mensagem, lixo pra comer
troquei meu ar por fumaça negra
deixei rastros de queda pelo chão 
destruí minha casa, matei meus irmãos
e falo o tempo todo do futuro da nação 
tapo meus olhos e ando cegamente 
não vejo cores, o verde é cinza, a madeira vira marfim
matei pra sobreviver, alimentar meu eu autoritário
sem saber que essa matança somente está matando a mim

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