Sobre derrotas e (falta de) coragem

E no meio de tanta gente chata, eu encontrei você…

A gente não tem jeito. A gente nunca daria certo. Por quê!? Ah, é complicado…
A gente… não foi feito pra ficar com o outro, como você diria.
Nossos mundos são diferentes. Sim, o de todas as pessoas que se gostam e se envolvem também são. Às vezes muito, outras, nem tanto.

Desde o começo, sabíamos que seríamos um problema pro outro, tipo a música da Taylor Swift. E tentamos nos evitar, talvez por saber o quão “perigosos” seríamos pro outro. E mesmo assim, fomos. Um com mais loucura e outro mais controlado, mas fomos.

“Eu estava longe de ser uma pessoa interessante. Não queria ser uma pessoa interessante, dava muito trabalho. Eu queria mesmo um espaço sossegado, e obscuro pra viver a minha solidão; por outro lado, de porre, eu abria o berreiro, pirava, queria tudo, e não conseguia nada. Um tipo de comportamento não se casava com o outro. Pouco me importava.”
Isso é um trecho de um poema, mas reflete muito bem o meu pessimismo.

Nessa aventura desse sentimento aflorado em tão pouco tempo, de pensamentos de um futuro bom, de como fazer nossa vida dar certo, descobri um lado novo em mim, um lado otimista e corajoso nunca visto antes. Aquele que decidiu que toparia mergulhar em um mundo novo e desconhecido por você. Que abdicaria do futebol, do trabalho seguro e outras coisas pra tudo isso dar certo. A razão? Existem pessoas e situações que devemos nos dedicar, apostar no improvável, simplesmente pelo fato de parecer o certo. Mesmo sabendo que não era tão certo. Ou que provavelmente estragaria tudo.

Sabe, eu não sou bom com esse negócio de amor. Nunca fui. E acho muito difícil que consiga ser. Eu tendo a estragar as coisas, não entendo os sinais. Menos nessa vez, onde li os sinais muito bem, mas os ignorei:

“Vou lhe explicar porque vejo vocês dois bem. Ok, feliz é muito. Eu sei que já perdi isso que nem sei o que é. Nesse triângulo, tem um príncipe encantado, a bela princesa e por último, mas não o pior, o lobo.
Eu sou o vilão, e como sabe, nós morremos no final. É uma pena, mas é a realidade. Desde o início, tinha 50% de estragar tudo. Pelo menos era o que achava. Mas com o príncipe na história, eu teria 33,3%. Considerando que as garotas que escolhem os caras, minha chance diminuiria pra uns 28%. Eu não tenho muito o que oferecer, somente o calor de um abraço e beijos amorosos. Quem sabe? Qualquer um pode oferecer isso.
O príncipe é a escolha certa por várias razões. Pra ser honesto, eu ficaria com o príncipe. É a escolha conveniente. Isso não quer dizer que estou aceitando a derrota, só estou sendo realista.”

Você se emocionou, eu fiquei de coração apertado. Doeu reconhecer isso. Sempre dói. Mas é a vida, baseada em escolhas.

Quando quis saber sobre seu mundo, fiz uma escolha. Tal como me dispus a compreender este mundo, e até te acompanhar em eventos. Isso é companheirismo. E é isso o que fazemos quando gostamos de alguém. Apoiamos ela a fazer coisas que as fazem feliz, independente. E com isso, você aprende como participar mais de sua vida. Funciona assim.
Um quebra-cabeças não é feito de peças identicas. Você começa com dificuldades para monta-lo, depois aprende os truques e consegue! Assim é a vida, relações pessoais e afins.

Todas as pessoas possuem diferenças, que vai de coisas banais, como gostar de hamburguer ou não, até no que se acredita. É, a gente podia ter vivido uma das aventuras mais loucas de nossas vidas…

Nunca foi pra gente dar certo. Podíamos ter 10000 motivos pra não ficarmos e 10 motivos pro sim. Bem desproporcional, certo? Mas se um desses fosse amor, metade dos problemas se resolveriam.

Anyway, é a ciranda da vida.

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