Who approves this message?

Mais amor, respeito e tolerância.

Eu costumo escrever, todos já sabem. Ao menos quem acompanha meu Medium. Eu atuo como Redator, então esse local é meu paraíso, onde posso expressar minhas opiniões sobre vários temas, lembrar da minha vida amorosa que é uma piada e outros temas.
Compilei histórias de um passado recente, onde o resultado foi o mesmo.

Hoje farei polêmica. Grande. Sobre crenças. Portanto, se não tem estômago, já pare aqui.

Ela foi meu primeiro amor adulto. Me encantei por ela aos meus 16, mas só nos reencontramos com uns 20 e alguns anos. Em um grupo de jovens da Igreja Católica. A gente se gostava, e tinha a mesma crença. Ainda acho que ela gostava de mim por ser meio “bad boy” no grupo de jovens. Eu sempre tive fé, mas nunca deixei que essa fosse a prioridade nas minhas decisões. Apesar de tudo, pra ela ainda não era o bastante, faltava algo. Nunca soube ao certo, mas um dia após o Natal, recebi um e-mail com ela terminando.

Anos depois, conheci essa na academia. Gente fina, bonita, divertida. Uma boa companhia e uma moça pra se investir. Só que tinha um “empecilho” (eu cito com parênteses, pois da minha parte nunca será um problema), ela é cristã. Passamos quase um ano ficando, eu a pedi duas vezes em namoro (sim, apesar de não frequentar igreja, tenho alguns valores que prezo), que foram recusadas. Simplesmente pelo fato da mãe dela não achar que era bom o bastante pra sua filha, pois não era da mesma religião. Que irônicamente foi a crença delas por vários anos. Estranho, né!?
Sim, mas é assim que as pessoas agem. Faz parte.

O que tivemos em comum das histórias? Ambas alegavam que suas crenças eram as verdadeiras e que eu não era bom o bastante pra elas se não frequentasse os mesmos centros que elas. Só pra avisar, isso não é legal.

Antes que me perguntem ou até façam julgamentos. Tenho orientação católica, acredito em Deus, em destino, que ninguém aparece em nossa vida em vão. Acredito nos mandamentos, mas principalmente, que você precisa ser uma pessoa boa e agregar algo ao mundo. E não me refiro a fazer algo notável para o planeta, e sim em seu convívio.

Sim, é o mais importante.

Tive uma experiência onde fui acusado de algo meio besta e ao mesmo tempo complexo dentro daquele mundo religioso. No momento, não valorizaram qualidades ou valores, fizeram uma acusação vazia. Sim, lembremos que a religião é feita pelas pessoas. E essa foi minha premissa pra seguir adiante.
Eu decidi valorizar as pessoas e o que elas fazem. O amor é que importa, pois se ficarmos em um duelo sobre qual crença é certa, cada vez mais nos afastaremos das pessoas, e principalmente, do amor.

Se Deus é amor, porque insistimos em nos afastar, decidindo que quem não usa azul, não é bom. Só é bom quem usa vermelho? Sabe quem fazia isso!? Hitler! O maior genocida da história. Talvez então não seja essa mensagem que Deus queira nos passar, certo!?

Como já diz um trecho de “Same Love”, do Macklemore:

“Uma ligação de predisposição criada pelo homem
Brincando de Deus
Ah não, aqui vamos nós
América, os bravos ainda temem o que não conhecem
E “Deus ama todos os seus filhos”
É esquecido de alguma forma
Mas, parafraseamos um livro escrito
3500 anos atrás”

Sim, Deus ama TODOS os seus filhos. Mesmo que você não queira, Ele ama!

Afinal, Jesus nasceu pobre, andava com os mais humildes, perdoou prostituta, ladrão e a escória, foi julgado pela elite, baseada em critério algum e salvou o mundo dando sua vida. E você achando que só pode viver com quem acredita na mesma coisa que você.

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