Balance

Estou cansada!

Hoje caminhei bastante, não em distância mas sim em conteúdo, subi e desci o abismo algumas vezes! Observei a imensidão na minha frente e absorvia-a…de forma demasiado subtil.

Subi montanha, desci montanha, subi, desci, senti o chão, a areia, o mar e a imponência das falésias. Sim porque a perspectiva de cima, de nada têm a ver, quando se está em baixo e se olha para cima.

De cima, consegue-se facilmente ver todos os detalhes, direcções e caminhos, agora a vista invertida, olhando para cima, os caminhos esvaem-se, extinguem-se nas encostas e a crispação da imponência das rochas ao olhar para cima, criam a sensação de estar cercada num casulo, que guia até ao céu, mas de forma geometricamente colossal! Como que uma conexão divina, mas na realidade estamos quase perdidos no mapa, pois a imagem pré feita do caminho, acabou por se desvanecer. Então, acontece que muitas vezes a solução passa por encontrar um novo caminho, que guie para o já relembrado no mapa mental, guiando sucessivamente, um novo caminho, que religa enfim ao trajecto final pretendido, trazendo alguns obstáculos à mistura e a adrenalina necessária para os transpor, com algumas boas surpresas pelo meio.

O que realmente interessa, nesta história toda, é a saudosa vontade de caminhar por caminhos que já conhecemos e dos quais nos esquecemos, mas que ao caminhar pelo desconhecido, se conseguem revelar subtilmente, sobretudo se houver ‘FOCUS” da coroa até à raiz, do coração até à intuição, com uma pimenta de razão e criatividade.


Originally published at vertigemdovazio.blogspot.pt on October 21, 2015.