Os gritos que ecoam no Baixo Augusta
Mayara Lobato
92

Mayara, algo me dizia que esse Texto realmente precisava sair pra rua. Magnífico relato/desabafo. Trabalhei 2 anos na antiga FEBEM/SP cuidando de crianças abandonadas, entre 5 e 8 anos. Experiência que jamais consegui traduzir em palavras. Sei dizer somente que acabei, praticamente, fugindo de lá. Uma mistura de solidão, raiva, impotência e dor. A maioria das pessoas têm pena, piedade, da criança abandonada e vão lá, fazer visitinhas, levam presentinhos, docinhos, tratam com muito “afeto” os coitadinhos. Mas, infelizmente, a criança cresce. Torna-se adolescente, adulto e, de repente, vira vagabundo. É isso!

Grato por compartilhar seu texto.