Velha Desilusão, jovem Paixão

Agora sinto que esta ansiedade me consome,

Atento ao relógio, parece tão lento e sereno

Desentoa os sentidos só de chamar seu nome

Lembrar dos seus lindos olhos, puro veneno.

Tento esconder o que sinto de mim mesmo

Mentir para si é como espalhar ao vento,

Descréditos infantis de palavras a esmo

Uma paixão desenfreada, mau acalento.

Tolo em acreditar que era dono do meu amor

Atento a vil, esperta e feminina maturidade,

A pureza da juventude trouxe esse dissabor

Ensandecer de tanto te querer seria caridade.

Mas a razão ainda me toma e me julga

Ao menos te ver seria uma reles recompensa,

Para esse desejo, minha razão promulga,

“A desilusão por ela serás tua sentença”.

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