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Mais uma noite de insônia que eu venho te escrever. Eu sei, sei bem, há um tempinho que eu ando em falta aqui, mesmo com tantas noites viradas… me perdoa, vou me redimir. Essa madrugada foi toda dedicada a você, já passa das 4 da manhã e eu ainda estou aqui e duvido que em algum momento próximo eu vou conseguir dormir. Você não sai da minha cabeça, seja através de paranóias, alguma música que me lembra você, só saudade ou o fato de tentar afastar você para assim, quem sabe, conseguir dormir (o que, inexplicavelmente, me aproxima mais ainda). É amor, não anda sendo fácil. O desejo carnal está implorando por socorro, pobre coitado, já não sabe desejar mais nem um fio de cabelo se esse não for seu. A saudade tá gerando uma dor tão aguda que eu ainda não entendi como estou viva. Mesmo sem nunca nem ter estado aqui. Não sei o que fazer e esperava que você tivesse essa resposta, mas não tem também. Então eu vou continuar aqui. Eu, a minha insônia e as madrugadas geladas que eu passo em claro olhando para o teto e enxergando a nossa história tão bem escrita, mesmo não tão reta como deveria. Esse texto deveria ter ficado mais bonito, ou melhor, não sei. Mas isso aqui é só um esboço, são só palavras jogadas que, se para você não fizerem sentido algum, é porque, para mim, tem sentido próprio. Eu te amo, amo com propriedade, sensatez, literalmente, figurativamente e de todas as outras maneiras que o amor possa vir a existir. Eu te amo há 121 dias, eu já te amava antes mesmo de saber disso, e continuarei amando até que a palavra amor não faça mais sentido aqui nesse planeta ou em planeta algum. Eu amo você.

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