Nosso português

Ele é incrível. Ele é maravilhoso. Ele é sensacional. Ele é ele. Andei buscando bons adjetivos para definir o que ele representa para mim, mas o problema é que todas as vezes eu acabei chegando ao mesmo substantivo que, contrariando tudo que ele é, é o mais abstrato possível: amor. Certa vez ele disse que, caso tivesse que definir o amor, ele definiria como sendo eu. Eu não sei uma boa definição para o amor, e sendo bastante sincera, eu nem sei se há como definir, mas se me cabe um palpite eu acho que o amor tem mais dele do que pode-se pensar. Porque, veja só, se ao tentar encontrar um bom adjetivo para ele, eu só consegui chegar a um substantivo, é porque, talvez, ele seja o próprio adjetivo. Eu nunca fui muito boa em português, mas acho que dessa vez eu poderia colocar até no dicionário o nome dele e então colocaria “o mais certo e concreto adjetivo do amor”. É, acho que seria uma boa, o mundo deveria adotar tal definição e garanto que passaria a ser um lugar melhor. Falando de lugares melhores, eu não faço a menor ideia de como o mundo seria mundo se não tivesse ele aqui. Que cara extraordinário, meus amigos. Passe um dia convivendo com ele e, eu garanto, vocês amadurecem mais do que em um ano sem ele. E por falar em maturidade, acho que ela seria um bom adjetivo para ele. Ou não. Porque as vezes ele age como eu e… é, pensando bem, deixa ele determinar a maturidade e não o contrário. Por falar de contrário, ele é todo o meu inverso, mas é também tudo que eu poderia querer. Como consegue? É uma resposta que eu também gostaria de alcançar, mas até então eu só posso afirmar que meu sinônimo ele não é. Aliás, ele é sinônimo de muita coisa boa, inclusive do amor, mas se ele fosse algum elemento da língua portuguesa na minha vida, sem dúvidas ele seria a preposição. Por quê? Oras, mas que pergunta! Porque a preposição é o que liga duas palavras em uma oração e, sem ela, a mesma deixa de ter sentido. Se não existir a preposição, as palavras sozinhas ficam sem nexo, e é assim que a minha vida fica sem ele. Mas também é assim que eu e ele ficamos sem o amor, o que me leva a crer que, entre nós o amor é a preposição. É, estão vendo? Ele e o amor caindo na mesma função e sentido novamente… é, vai ver que eu tinha não tinha tanta razão. Eu não sei bem quem é que adjetiva quem ou quem explica melhor o que o outro quer dizer. Na verdade, eu acho que a minha primeira conclusão foi um tanto quanto equivocada. Ele e o amor não podem ser usados para definir um ao outro. Por quê? Bem, porquê não há como explicar algo com o próprio sinônimo, quem dirá duas coisas tão abstratas porém concretas como ele e o amor. Ainda sobre ele mas, dessa vez, relacionando a mim, posso dizer mais uma coisa: para ele, eu, com certeza, sou um pronome possessivo, porque, a essa hora, com toda certeza, ele está pensando “ela é minha”, assim como eu faço questão de afirmar para todos que ele é meu. Pois é, amigos, posso por fim dizer a vocês que ele é tudo aquilo que eu disse, mas, nós dois, sem nenhum resquício de sombra de dúvidas, somos pronomes possessivos.

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