Como é bom desviar o caminho

Vamos em direção ao inesperado

Que, ironicamente, nos espera de alguma maneira

Com suas novas casas,

Novos livros

Passos novos

Com surpresas de ocupação

De novos espaços

Novos cheiros — rememoro idéias e sabores


Regado a carinhos

Olhamos, distópicos, daquela janela de vidro

Novos apartamentos que antes não estavam à nossa vista

Olha que engraçado esse prédio: tem janelas intercaladas entre os andares

Seria legal morar nele, não é?


Corridos e calmos,

Andamos na rua do futuro

Com a esperança renovada

Mas sem esperar

E se a gente esperar

Eles constroem janelas nos andares

Que não têm janelas

E aí vira outro prédio

Sem ser branco e vermelho no centro da megalópole.