perco poemas a todo momento 
 palavras, ao mesmo tempo que me vêm de graça, escapam a esmo 
 somem

voltam vez ou outra 
 elas brincam de esconde-esconde 
 mas o movimento é de um pega-pega cruel e doloroso 
 e digo, repito, afirmo: é viciante esse negócio de palavra, sabia? É viciante esse negócio de tentar fazer poema com qualquer ideia inesperada e não-direcionada.

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