Kobe era o meu Ayrton Senna e eu não sabia

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Não sou o tipo de pessoa que se comove facilmente, muito pelo contrário. Mas neste domingo (26/01), após a notícia da morte de Kobe Bryant, eu sentia algo que não conseguia explicar! Um vazio, daqueles que a gente só sente quando perde alguém muito próximo. Porém ao ler as colunas do Guilherme Mendes e do Fábio Balassiano, eu me dei conta de uma coisa: Kobe era o meu Ayrton Senna e eu não sabia!

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Eu tinha apenas 10 anos quando o Senna morreu, coincidência ou não, ele morreu exatamente no dia do meu aniversário de 10 anos. Eu não assisti o primeiro título do Senna na F1 e, para ser sincero, não lembro muito bem dos outros 2. Na época eu sequer tinha noção de todo o tamanho dele, do que ele representava. Somente anos depois fui entender realmente a proporção de tudo que ele representava.

Nesta mesma época, juntamente com a chegada da tv a cabo pirata na minha casa, eu me tornei um adicto pelo esporte! Diferente dos anos anteriores onde eu conseguia assistir alguns jogos do Michael Jordan pela Band, agora eu tinha acesso acesso a praticamente todos os jogos. Os pôsteres do Jordan dividiam espaço com os das revistas de Skates e dos Racionais MCs.

Qualquer jovem nessa época sonhava em ser o Jordan, inclusive eu. E foi aí então que surgiu o Kobe. Ele impressionava não só pela habilidade e pela precisão, mas também por sua gana de vencer. Era impossível não enxergar a semelhança dele com Jordan.

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Kobe Bryant com os cinco troféus conquistados da NBA — Foto: Reuters

Eu cresci assistindo o Kobe jogar, presenciei pela TV seus 5 títulos, vi ~alguns~ muitos dos seus 1.346 jogos e vibrava quando via qualquer um dos seus 33.643 pontos. Assisti ao seu jogo épico (onde ele marcou 81 pontos) contra o Toronto. Até chorei na sua despedida. Sem dúvida eu era um fã, deste que junta 3 meses de salário só para comprar o tênis do Kobe.

Porém, assim como aconteceu com o Senna, na época, eu não tinha a menor ideia do tamanho do Kobe para o basquete mundial. E agora, mais uma vez, somente após sua morte, percebo que o tamanho e a representatividade que o Kobe teve para mim, para o esporte e para toda uma geração.

Descanse em paz, Kobe. Você foi o meu Ayrton Senna

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