Talvez eu te ligue para tomarmos um café

Já faz um tempo que venho tendo insights de como poderia me aproximar das pessoas, falo de reaproximação física e não virtual. Admito que com a correria do dia a dia acabo sempre deixando para depois qualquer tipo de tentativa.

Semana passada resolvi ligar para o Alex Anele, um meu amigo que a tempos eu estava devendo uma conversa. Ele está buscando um novo emprego mais alinhado com as coisas que ele acredita e eu venho sempre que possível ajudando ele para que este match seja possível. Fomos no Café Cantante, um lugar encantador no coração do bairro Bom Fim.

No outro dia ao chegar no escritório, após o almoço, recebo uma mensagem dele dizendo que lembrou de mim ao ler uma frase do jornalista Marcelo Tavares(aka Paneloviski):

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Todo mundo deveria, por lei, achar uma brecha na agenda e convidar semanalmente um amigo para tomar um café, dividir uma garrafa de vinho ou algumas cervejas, conversar bobagens e resgatar a leveza encoberta pela fina poeira do cotidiano.

Respondi de bate-e-pronto: Me copiaram! 😝

Brincadeiras a parte a frase de Paneloviski concretizou em mim um sentimento que a muito tempo eu já havia despertado: Preciso me reaproximar das pessoas que fazem parte da minha vida.
Este sentimento foi plantando em mim certa vez por um tio meu, ao conversarmos a beira da churrasqueira em seu sítio em São Paulo, quando ele me revelou:

A minha idéia Di(apelido atribuído a mim pela família), agora que finalmente me aposentei, é viver visitando os meus irmãos pois o cotidiano e a distância física acabou nos afastando um pouco.

A bem da verdade, não é só o cotidiano que nos afasta das pessoas, mas as próprias ferramentas de comunicação também ajudam um pouco neste processo. Elas nos fazem sentir tão confiantes de que estamos sendo presentes, que não fazemos mais esforços para ver as pessoas ao vivo. A verdade é que a internet nos fez perder aquilo que para mim sempre foi o melhor das relações: o olho-no-olho.

Apesar de ser professor e um cara bem desinibido, em particular sempre tive dificuldade de comunicação com as pessoas mais próximas. Diversos amigos/as já me reclamaram que eu “abandono” eles/as. No começo eu nem dava muita bola para isto, mas como o número de reclamações veio aumentando, creio que eles/as estejam certos.

Diante disso, pretendo mudar esse cenário e passar a fazer o que citou Paneloviski: Achar uma brecha na agenda e convidar um amigo para tomar um café sempre que possível.

Talvez eu te ligue para tomarmos um café, beber uma cerveja ou até mesmo só tomar um chimarrão.. Mas talvez, a fina poeira do cotidiano me atrapalhe um pouco.

*Não tenho certeza das palavras do meu tio Pedro, mas a idéia era exatamente esta.

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