ISA 2017 | Dia 1: notas (realmente) rápidas

Jeancarlo Cerasoli
Nov 10, 2017 · 3 min read

Crescimento do papel estratégico do Design, ROI de UX, Jobs to Be Done, Personalidade de produtos e… O que vem depois do Design Thinking?

Tentar resumir o primeiro dia do Interaction South America 2017, que teve início neste dia 09 em Florianópolis/SC, é por si só uma tarefa praticamente impossível. O que dizer, então, de um breve resumo no "calor dos acontecimentos"?

Sim, porque os números impressionam: mais de 1.500 participantes de todos as regiões do Brasil e também do exterior (encontrei argentinos, chilenos, americanos, irlandeses…), três dias de muito conteúdo, quatro grandes “ilhas de conhecimento” com discussões sobre Humanas, Tecnologia, Comunicação e Negócios distribuídos por 8 palcos simultâneos!

Babel da Experiência do Usuário

A sensação, muito boa por sinal, é de estar numa babel de Design de Interação e Experiência do Usuário que demonstra o quão maduro, profundo e (por que, não?) complexo está se tornando o nosso campo de estudos.

Como sou uma pessoa só, foquei minha manhã no palco A de Negócios e minha tarde no palco B de Humanas, para fechar o dia com uma inspiradora apresentação no palco A de Tecnologia.

Palco A de Negócios

Aqui já comecei ouvindo um dos termos mais repetidos ao longo do dia: a valorização do papel estratégico do Design nos negócios, com discussões cada vez mais ligadas ao core das empresas e acesso inclusive à gestão estratégica dos negócios.

A colega Ana Marafiga, que mostrou como a CI&T está conectando design e estratégia através de exemplos bem práticos, destacando ferramentas, etapas do processo, etc.

Já o pessoal da DUCO trouxe uma riqueza de dados para ilustrar o papel estratégico ($$$$$$) que o Design vem conquistando nos negócios, como facilitador da inovação inclusive em indústrias que tradicionalmente não estão relacionadas com a tecnologia digital, como as cerâmicas. O foco deles em ROI de UX impressiona e coloca a discussão em outro nível. Vale a pena saber mais a respeito.

Palco B de Humanas

À tarde, troquei Negócios por Humanas, para discussões um pouco mais teóricas mas que não perderam de vista o valor prático da disciplina.

A ferramenta Jobs to Be Done esteve presente em várias apresentações (Ana Marafiga, Bruno Cambraia e Everett McKay) para ressaltar que, mais do que simples tarefas e interesses de negócios, precisamos focar nas intenções e necessidades reais dos usuários para projetarmos melhores serviços e interfaces.

Outro aspecto que foi bastante destacado foi a questão da Personalidade das Marcas e Produtos (Matias Fernandez e Rodrigo Garcia e, novamente, Everett McKay), discussão que resgata a questão dos arquétipos, tão discutida em Marketing e Branding, mas aplicando uma nova roupagem que a relaciona com as Personas e o conhecimento do público-alvo. Em tempos de interfaces conversacionais, faz todo o sentido que Produtos também tenham personalidade e este seja mais um driver para seu desenvolvimento.

Por fim, não poderia deixar de falar de minha estreia no Interaction South America, né? Apresentei minhas ideias sobre o que vem depois do Design Thinking, que você pode ver aqui www.slideshare.net/secret/3LLJc53xirMozi

Um começo bastante promissor. Que venha o dia 2!

Jeancarlo Cerasoli

Written by

: Brazilian UX manager at www.ciandt.com, scifi fan and a lot of other things.