Vida e obra de Jim Balsamic, CEO de hoax do (insira seu app de mensagem aqui)

Um dia, matando tempo no Twitter, encontrei isto aqui:

“Jim Balsamic? Caramba, já sabia que o Jélysson trabalha no Whatsapp, mas esse Jim Balsamic é novo!” Hora de saber quem é Jim Balsamic.

A primeira aparição de Jim Balsamic nas internets data de dezembro de 2010, quando surgiu uma mensagem dizendo que o BBM (Blackberry Messenger) cancelaria sua conta e cobraria 25 dólares para a reativação caso a mensagem não fosse repassada aos contatos — o tipo de mensagem que as pessoas repassam sem ler por mais que se diga que é hoax, caô, trote, mentira, conversa fiada etc etc etc.

Jim Balsamic era cotado na mensagem como CEO da RIM Blackberry, o que me leva a crer que Jim Balsamic ou Jim Balsillie, vamos todos morrer mesmo e ninguém vai checar nada.

O hoax que deu origem à série

A situação começou a apertar para a RIM Blackberry, então Jim Balsamic foi procurar emprego em outro lugar. Achou, olha só, um emprego como CEO do Whatsapp em algum momento do final de 2011 e, em janeiro de 2012, com um simples localizar-e-substituir, fez o mesmo apelo aos usuários do serviço: repasse a mensagem ou sua conta será apagada e você terá que pagar 25 dólares pela reativação.

(Em novembro de 2012 Jim Balsamic aparece na imprensa especializada brasileira.)

2013 foi um grande ano para a família Balsamic: além de já ser o CEO de RIM Blackberry e Whatsapp, Jim assume também o posto de CEO da Kik e usa o mesmo modelo de negócio: repasse a mensagem ou perderá sua conta e terá que pagar para reavê-la. Não satisfeito, emplaca seu “irmão” Joe Balsamic como CEO da Viber e… olha só o que aparece.

Mas enfim, a vida de CEO deve ser bem enfadonha e, por isso, Jim Balsamic embarcou em um novo projeto: criar um novo produto para a Apple. E é na qualidade de criador do iMessage que avisa que, se repassar a mensagem para 10 contatos, aparecerão novas cores de chat bubbles.

Depois de 2014, Jim Balsamic sossegou o facho e delegou a tarefa de espalhar caôs para outros diretores das empresas das quais ele é CEO, caso do conhecido Jélysson, diretor do Whatsapp Brasil; no entanto, volta e meia ele ainda aparece com seus pedidos e recados, embora com menos frequencia porque especialmente o Whatsapp parou de cair.

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O que a passagem de Jim Balsamic por quatro empresas, além de emplacar um “parente” em uma quinta, nos mostra?

  • A turma do scam é bem preguiçosa
  • A turma do scam (e não só a turma do scam, que o digam as páginas de notícias falsas) sabe que um galerão não presta a menor atenção no que está repassando, simplesmente repassa sem nem ler o que está repassando
  • Old hoaxes never die
  • Daqui a pouco Jim Balsamic aparece como CEO do Telegram, ou do Signal.