Na selva de pedra.

Somos todos meninës perdidës, criados pelos nossos medos, pelas nossas próprias sombras quando preferimos não encarar a luz.

Perdidos na selva, entre ferro, cimento, asfalto e fuligem, enfrentando tantos predadores maiores que nós.

O monstro da inveja, a serpente da má língua, o Leão da soberba de nos acharmos o rei da verdade absoluta, o crocodilo da falsidade, o gorila do interesse, a aranha caranguejeira do individualismo, a onça do ódio pelo que é diferente de nós.

Esse selva dentro de nós ou nos salva ou sucumbimos a ela, tornando-nos parte da horda de monstros, um ou vários dos dos monstros dela, a espreita de novos candidatos que tentam sobrevive-la.

Uma antiga canção nos avisa o que precisamos levar, ela diz:

“Necessário, somente o necessário. O extraordinário é demais”

selva pedra sobreviver
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