Transborde-se.

Quem convive comigo já deve ter reparado, adoro usar analogia/metáfora/exemplos para explicar ou defender alguma opinião. Procuro me controlar, mas confesso que me expresso bem melhor usando esses recursos. Por isso, hoje usarei copos para dissertar sobre um assunto recorrente em minhas conversas.

Certo dia usei a seguinte frase: “precisamos ser copos cheios e os outros — amores, amigos, família — devem fazer nós transbordar-nos”.

Sabemos que ser esse copo cheio não é nada fácil. Deixamos nos esvaziar o tempo todo. Seja por apegos emocionais, problemas financeiros, dúvidas existências, a lista é grande. Esses furos no nosso copo vão abaixando o volume até que passamos a ser copos na metade.

Meio vazios ou meio cheios?

Na busca de manter o copo cheio a ponto de transbordar, buscamos o tal líquido em fontes próximas e passamos a sobreviver do que os outros nos dá. É assim que nos tornamos dependente do que nos dão. Então fazemos com que o copo do outro, não transborde também.

É assim que levamos nossos relacionamentos. Tentando encher nosso copo com o que tem no copo dos outros. Tentando manter nosso copo cheio, mas sem tampar os furos. Fazemos de nós copos pela metade, sem tampar o que nos faz esvaziar.

Procure tampar seus furos, analisar seu interior e fazer-se transbordar por inteiro.