A porta

A cor dos olhos ainda aflige

Quando vira e mexe surge a tela

Perguntando sobre algo ou mandando música

Te mantenho ali no limbo

Por saber que te excluir nunca adiantou em nada

Tu não sai da minha vida mesmo

E mesmo que não tenha peito ou abraço,

E mesmo que as mãos ja não se encontrem mais causualmente

E mesmo que teu colo não mais abrigue

E mesmo que o calor já tenha esvaído

Eu sinto tanto, que as vezes nem choro não consigo guardar

Renomeio os nós (nossos e os da garganta)

E novamente levanto passo o café pq a gastrite que tu me trouxe nem depende mais dele

Te acendo em brasa pra incinerar cada parte

Te embrulho e te escondo que é pra ninguém saber que tu ainda mora por aqui…

E eu vou indo em direção ao rio e não tenho forças de correr pra direção oposta.


Cada dia uma pá, sinto falta das luzes, to cansada de gritar silêncio na tua porta.
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