Intro

Bom chegamos até aqui e eu tenho páginas e mais páginas pra escrever de uma forma que me sufoca e depois de anos eu me encontro com meu eu interior novamente.

Ele me olha através do espelho com aquela cara de deboche e me pergunta como eu passei.

Mil coisas percorrem a minha cabeça, achava que eu tinha perdido a alma, achava que eu tinha perdido o gosto, mas bem na verdade eu só tinha sobrevivido a todos esses anos e não vivido de verdade.

Chuva lá fora, o gato entra pela porta.

O que é importante agora e o que não é? Será que preciso de novas paixões? Pq eu vivo dando looping pras velhas?

O velho me atrai?

Os gatos entram e sujam mais o chão de barro, ta parecendo minh’alma que preciso lavar.

Eu sento aqui e faço promessas de que não saio até vomitar tudo pelos dedos mas eu sei que nada disso é possível, sempre vai ter algo mais mas o enjôo é constante.

Paro, tomo um gole de café, coloco os óculos e fito a tela novamente.

Sempre me questionei sobre a minha forma de escrever, pq eu preciso rotular tudo? Estou cansada.

O café meio que esfriou, e eu sempre tive essa mania de consumir as coisas frias por ter um tempo horrível, tem coisas que não da pra esperar né?

Mas melhor não entrar nisso, vamos deixar para um próximo capítulo.


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