o empresário que explora buracos na legislação trabalhista, inicia um negócio, e maximiza o tanto de capital que já tem, é um empreendedor de sucesso, a mulher que vai para a rua vender lanche, é uma criminosa atrapalhando o bom andamento da cidade.
O Uber e o mito do mito do livre mercado
Fabricio Pontin
14014

É parecido, pra ficar no exemplo do Uber, com aquelas lotações (ou perueiros, pra quem é dazantiga) que tomavam as ruas de São Paulo na virada da década de 80/90, a cada greve dos motoristas e cobradores de ônibus: iniciativas privadas, zero regulamentação, mercado livre na veia. Com uma diferença: eram, em princípio e em sua maioria, de classe média baixa, vindos da mesma periferia de onde o transporte público sempre foi (e é) insuficiente. Só que ali, curiosamente, não havia nenhum economista do Insper para defender a mão invisível, pra pedir que o estado não intervisse naquele mercado, definindo linhas, horários, valores cobrados e segurança mínima aos usuários.

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