Os 20 jogos que estariam no meu PlayStation Classic ideal

Videogame em cima da cama, cabo esticado, capas espalhadas, tudo errado

A Sony anunciou na semana passada a lista completa dos 20 jogos que estarão no PlayStation Classic. A essa altura, parece que a (cópia) inspiração do Nintendo Classic deixou bastante a desejar no quesito joguinhos.

Alguns dos desfalques chegam a impressionar. Nomes que fizeram o nome PlayStation acabaram não sendo incluídos por razões inexplicáveis. Crash? Não. Spyro? Nope. Driver? Nah. E a lista poderia se alongar muito mais.

Contando com a praticamente unanimidade de que a lista foi ruim, decidi projetar o meu PlayStation Classic ideal. Pensei nessa ideia e ao desenrolar dos nomes percebi como esse exercício de nostalgia é bacana.

O famigerado Play 1 foi o primeiro console que eu ganhei de presente e por isso foi bastante marcante. Essa minha foto que ilustra a postagem, com total cara de bobo, não me deixa mentir sobre isso.

Por motivos lógicos não inclui na minha lista nenhum dos 20 jogos que estão na lista verdadeira. Na verdade a minha seleção tem 18 títulos diferentes e outros 2 que só mudei a numeração da versão escolhida. Preciso confessar, também, que alguns dos que coloquei eu tenho somente a memória da infância. E como nunca voltei a jogá-los, vou confiar na minha memória afetiva — o que não é exatamente um bom sinal visto que… deixa pra lá.

Sem mais delongas, estes são os 20 jogos que estariam no meu PlayStation Classic.

Looney Tunes: Sheep Raider

Não é — nem de longe — meu jogo preferido da plataforma. Mas foi o primeiro que veio à minha mente. Achava divertido demais àquela mecânica meio stealh de roubar ovelhas. Mal sabia eu que anos depois eu odiaria fazer stealh, por pura inabilidade.

E o legal desse caso é que eu nem tinha o CD desse jogo. Jogava sempre na casa de um amigo meu da época. Anos depois fui descobrir que o protagonista, que eu achava ser o Coyote, era na verdade Ralph, um “primo” do perseguidor do Papa-Léguas.

Legend of the Dragoon

Começa, aqui, a lista dos vários RPG’s que eu adorava. Muito — para não falar completamente — do meu gosto por esses jogos vinha do fato de que meu irmão curtia muito. Por isso, como eram esses os jogos que ele comprava, eram esses os jogos que eu jogava.

Legend of the Dragoon eu gostava por ser um turn based RPG (classificação que eu só descobri uma década depois) que misturava com um pouco de quick time event. Na hora dos golpes você precisava apertar um botão para encaixar uma sequência. Isso era bem daora. Curiosidade: eu tinha um boneco da personagem roxa da esquadra. Pesquisando no Google eu descobri que o nome dela é Rose. E, para o meu quase surto, ACHEI NO GOOGLE UMA EXATA IMAGEM DO BONECO QUE MINHA MÃE COMPROU PRA MIM. Segue abaixo a foto.

Pesquisando pelo nome dos personagens, vi que uma das minas do jogo se chama Shana. Ainda bem que não foi esse o boneco que eu pedi

Final Fantasy IX

Meu jogo favorito da vida não poderia faltar na lista. Como os outros, ainda não o rejoguei desde à infância. Mas as memórias acerca da trilha sonora, personagens, parte da história e combate são tão gravadas em mim que eu não tenho objeções ao jogo. Ouso dizer que aprendi mais inglês com ele do que em todo o período escolar.

Eu amo demais esse joguinho, bicho

Ouso dizer, também, que a falta desse jogo no PS Classic original beira o crime contra a humanidade.

Jackie Chan Stuntmaster

Puta que pariu, que beat ’em up foda. Pegaram um personagem carismático e fizeram um mega jogo bacana. Não sei se o jogo foi inspirado pelo desenho ou vice-versa, mas para quem assistia As Aventuras Jackie Chan, como eu, jogar o game era um complemento muito marcante.

Digimon Rumble Arena

Me lembro até hoje de eu andar pela casa, naquela época, gritando “Digimon Rumble Arenaaa”. Essa era a narração da parte do menu. Esse game tem um aspecto parecido com o anterior.

Era a oportunidade de controlar personagens que eu assistia e conhecia pela televisão. E uma das questões que mais me chamava a atenção era a mistura de gerações, já que o jogo colava no ringue digimons da primeira, segunda e terceira temporada. Do meu jeito, Rumble Arena foi o meu Super Smash Bros.

Mega Man X4

O meu favorito da saga Mega Man X. Comecei e parei de jogá-lo centenas de vezes à época, sem conseguir chegar até o final. Como antigamente os jogos eram mais complicados, esse foi uma pedra no sapato durante um tempo.

Esse tabu, contudo, se encerrou há uns cinco anos atrás. O baixei para jogar no PC e consegui, pelas Barbas do Profeta, encerrar essa saga! O pequeno Carlos ficaria orgulhoso desse feito.

Spyro The Dragon

A ausência desse jogo no mini-console beira o inacreditável. O dragão roxo era um dos símbolos da marca e fez muito sucesso. A única questão plausível que eu pensei para justificar a não presença é comercial. O lançamento da trilogia remasterizada do Spyro está prevista para esse mês (novembro de 2018). Talvez a Sony ficou com medo de queimar algum dos dois (mini-console ou remaster) e por isso ele não tenha sido colocado na lista do PS Classic.

O tanto que eu chamei esse dragão de “Espirro” não está escrito

Mesmo assim, se essa fosse a justificativa, seria inaceitável. O primeiro Spyro marcou época e era um dos grandes jogos de “mundo aberto”. Era um dos poucos que minha irmã aguentava pegar o controle por alguns minutos e jogar. Isso dizia bastante sobre o jogo, já que ela tinha certa ojeriza por videojogos.

Final Fantasy Tactics

Esse foge um pouco da regra dos anteriores. Por ser um dos meus favoritos de todos, acabei jogando em vários outras ocasiões durante a vida. Foi um dos primeiros, praticamente, que eu joguei no meu saudoso PSP. Quando eu tinha o console, eu joguei a versão The War of the Lions, o remaster para o portátil.

Que jogo incrível, cara. O sistema de profissões e evoluções dos personagens me fascina muito até hoje, isso sem contar as lutas, que exigem certa desenvoltura tática. É um daqueles games tão bem balanceados, principalmente na dificuldade, que ele deveria ser lembrado para todo o sempre.

Crash Bandicoot

Outra ausência inexplicável do PS Classic. O praticamente mascote do primeiro console da Sony ficou fora. E eu coloquei o primeiro na minha lista, mas poderia ser qualquer um dos três da saga principal. Ou até mesmo o Racing, que também era muito bom.

Desculpe, mas quem não chamou a máscara da invencibilidade de “Uga-buga” não teve infância

Crash nunca foi espetacular, mas se destacava muito em aspectos como o level design. Acredito que o complemento do sucesso do personagem se deveu mesmo ao carisma colocado na raposa (?). Não colocar nenhum dos Crash’s no console é simplesmente incompreensível.

Breath of Fire IV

Another RPG. Breath of Fire IV era, atrás somente de FFIX, o meu RPG preferido. Sua mecânica de batalha também era em turnos e mega divertida pelo aspecto da transformação em dragão do Ryu, o protagonista.

Já até abordei outro aspecto de BoFIV nesse outro texto aqui. E o game é mais um daqueles que se apoia no carisma dos personagens. A equipe com habilidades diversas, indo de robôs, dragões até uns meio Thundercats, dava uma boa oportunidade de customização do estilo de enfrentamento aos inimigos. Jogo nota mil.

“Não se fazem mais bons RPG’s como antigamente”, diria um velho

Valkyrie Profile

Para variar, mais um RPG. O que eu mais gostava nesse era a dinâmica diferente de turn based. Os ataques poderiam ser feitos em conjunto e abria um bom leque de possibilidades na batalha.

Esse jogo me cativou tanto à época que nem mesmo sua introdução LONGUÍSSIMA me fazia deixar de curti-lo. Em meados de 2011 eu joguei a versão para PlayStation 2, chamada de Valkyrie Profile 2 Silmeria. Jogaço também. Taí uma série muito boa de mitologia nórdica com uma protagonista feminina que merecia destaque maior no cenário.

Vagrant Story

Até eu estou cansando desse monte de RPG. Talvez o nome ideal para esse meu console imaginário fosse Classics of RPG from PSOne. Mas não adianta, todos que estou colocando realmente marcaram minha memória. Aliás, esse é outro jogo que falo no mesmo texto já citado anteriormente.

A questão aqui é que Vagrant Story tem toda uma dinâmica peculiar de luta. Diferentemente dos outros citados, em grande parte turn based, esse era diferente. As lutas eram incorporadas na movimentação natural do personagem pelos cenários Não havia pausa para o início da porradaria — excetuando os chefões.

Além disso, a possibilidade de atacar partes do corpo específicas de inimigos, causando danos diferentes, era muito divertida. O jogo ainda era bem bonito, pois tinha uma estética meio HQ, e integrava, até onde lembro de ter lido, o mesmo universo de FF Tactics. Ou seja, pacote completo.

Mega Man Legends

Eis o primeiro game que eu joguei no PSOne. Além disso, é o jogo que estou jogando na primeira foto do post. E não é só a fotografia que me faz lembra-lo. Um Mega Man em terceira pessoa simplesmente explodiu meu cérebro.

O (talvez?) primeiro título da série nesse formato era bastante quadrado, não só no aspecto visual. A movimentação era bastante esquisita. A animação do boneco girando no próprio eixo quando estava parado ainda está clara na minha cabeça.

E outra questão bastante presente no game era a dificuldade. Só não sei se aquela dificuldade já era o prenuncio de um jogador ruim, como eu sou, ou se as coisas eram realmente complicadas.

“Mega Man, can you hear me?”

Lembro de ficar travado por anos em um parte, perto do início, em que você enfrenta uns robôs coloridos no meio da cidade. A missão aqui é destruí-los até um deles dropar uma chave. E esses robôs gigantes eram rápidos e o Mega Man era lento, o que tornava essa treta um desespero.

Apesar disso, eu adorava jogar Mega Man Legends. Meu primeiro contato com a plataforma PlayStation foi memorável e nunca será esquecida.

Gex: Enter the Gecko

Esse é um daqueles títulos que eu lembro basicamente só do nome. O que já foi o bastante pra me marcar, é verdade. No jogo você controla um puta lagarto (?) descolado e sai dando rabadas nos inimigos. Consegui avançar tão pouco, que Gex entra aqui só pelo respeito à minha memória mesmo. Vocês não sabem o quanto é difícil eu conseguir lembrar das coisas.

Power Rangers: Time Force

Mais um da série de jogos que eu gostava porque via o conteúdo original na televisão. Lembro que eu nem curtia tanto o jogo assim. As mecânicas eram complicadas e na comparação com outros games, os gráficos desse já eram ruins. Porém, quando tocava a música tema da série, eu quase gritava. Ponto pela nostalgia.

Só por ter colocado esse jogo a Sony já poderia apontar o dedo na minha cara e falar que a lista dela não é tão ruim assim.

Resident Evil 3 Nemesis

O segundo da minha lista que só troquei a edição que foi para o PS Classic. Resident Evil simplesmente me deixava ATERRORIZADO. Mas eu sempre gostei de encarar esse meu medo. Eu não finalizei nenhum dos três primeiros por um motivo peculiar. Eu ia jogando, no terceiro susto que eu tomava, eu desligava o console. Particularmente no caso de RE 3, o Nemesis simplesmente me deixava sem dormir. Eu preferia nem ver a capa do CD.

Eu sempre tive problemas com sustos. Essa sensação em particular nunca me deixou muito confortável. Até hoje, com meus 25 anos nas costas, tive problemas para finalizar o Resident Evil 7, que retomou o clima desses antigos.

Uma vez eu me escondi debaixo da cama, quando um amigo estava jogando esse jogo

E é engraçado esse jogo estar na lista. Porque se fosse o pequeno Carlos a desfrutar do PlayStation Classics, certamente ele colocaria qualquer outro no lugar desse. Mas como a saga se tornou a minha preferida, ele permanece. E outra, se o pequeno Carlos não ficasse insistindo em tentar jogar, o de hoje em dia certamente não teria aproveitado a experiência foda que o 7º jogo da série proporciona.

Spider-Man 2: Enter Electro

O que define minha experiência com esse jogo é a sensação de liberdade. Se balançar pela cidade com as teias — esquece que elas grudavam no céu, vai — era simplesmente incrível. Pela primeira vez, eu estava me sentindo bem próximo da sensação de ser o Homem Aranha.

Eu até já tinha jogado o Maximum Carnage para Super Nintendo, por exemplo. A questão é que dessa vez estávamos em um ambiente 3D, misturando elementos de um beat ’em up, ação e um mundo (semi) aberto. Espancar os vilões com a mão de teia era bastante divertido.

E além da importância enquanto game, Spider-Man 2 assentou o caminho para que o Teioso se tornasse meu herói preferido mais para frente. O game em conjunto com asérie animada formaram um baita dupla na minha infância.

Twisted Metal 3

O outro jogo que também está na lista do PS Classic, mas que eu trocaria o capítulo. Em vez do primeiro Twisted Metal, meu console ideal teria o terceiro. Esse Mario Kart do inferno me faz ter boas lembranças.

Foram várias e várias horas de jogatinas multiplayer com meus amigos. Esse era mais daqueles que eu não tinha o CD. Então, sempre que joguei foi na casa de outras pessoas.

A proposta meio Jogos Vorazes com carros era bastante estranha pra mim na época. Mas aquele caos proposto pelas arenas era tão louco quanto divertido. Todo o conceito de Twisted Metal me deixava até um pouco assustado, a começar pelo palhaço diabólico da capa. Mas a vontade de demolir os carrinhos dos colegas era maior do que todo o resto. E depois da destruição, zoar os amiguinhos derrotados era muito bom.

Yu-Gi-Oh! Forbidden Memories

Mais um que ganhou meu respeito só pela questão do anime. Eu, como bom duelista, fiquei louco quando vi que haviam lançado um jogo da série do Yugi. Eu até hoje não tenho certeza de qual aspecto exato me fisgou, já que eu não era muito fã de jogos de carta.

Quer dizer, até joguei e colecionei — e tenho guardadas até hoje — cartas de Pokémon Trading Card Game. Talvez eu até gostasse de cartas, mas somente quando elas faziam parte um universo que eu curtisse.

Eu aproveitei bastante esse Yu-Gi-Oh e ficava espantando pela fidelidade do gameplay com a história e com os próprios duelos em si. Bons tempos de Dragão Branco de Olhos Azuis, Mago Negro, Exodia e companhia. Curiosidade: vários amigos meus à época tiveram seus decks sumariamente queimados porque os pais acreditavam que o jogo era coisa do Mochila de Criança, como algumas matérias de TV sugeriram. Obrigado, mãe, por nunca ter sido religiosa.

No caso do PS Classic, o pessoal da Sony jogou as cartas em modo de defesa

Pepsiman

Momento galhofa. Eu até tinha outros jogos para colocar aqui. Foram vários que ficaram de fora e poderiam estar dentro como Tekken 3, Chrono Cross, Alundra, Legend of Legaia, Beyblade, Marvel Vs Capcom e Xena. Mas quando me lembrei dessa pérola da indústria dos joguinhos, decidi que não poderia deixá-la fora da lista.

O game era uma das coisas mais bizarras que eu já tinha visto. Seu objetivo era simplesmente… correr. E não saia muito disso. Tudo era muito ruim, desde às mecânicas até os cenários. Mas um defeito ele não tinha: Pepsiman era tudo, menos sem graça.

“Não usem drogas, crianças”

O que a gente não sabia, é que ele ajudou — ou não — a popularizar o gênero Endless Runner, que faz muito sucesso em jogos para celular hoje em dia. Pepsiman foi marcante para mim e não poderia ser deixado de lado. Coisas ruins também fazem parte da nossa vida e ajudam a construir quem a gente é hoje.

Bom, é isso. O texto ficou gigante, mas consegui contar um pouquinho da minha relação com cada um desses títulos e com o primeiro PlayStation. O começo da Sony na indústria fez parte da minha história e talvez por isso eu carregue as plataformas da marca como as minhas favoritas até hoje. Mesmo a lista de jogos escolhida pela empresa não sendo a melhor, minhas memórias com esse videogame nunca serão apagadas. Valeu, até a próxima!