Nível de contaminação acentuado!

Ao invés de uma casa bonita, um lar feliz.

Melhor andar a pé, cansar o corpo e suar a pele. Demorar pra chegar, sentir o ar e a rua, ver cara de gente. Pra que a pressa? Pra chegar mais rápido em um lugar e ter mais tempo pra fazer coisas que você nem sabe porque faz, só faz.

Pra que morrer igual? Sonhar? Sofremos um processo de erosão mental, a aniquilação de um futuro melhor. A ficção científica parece ignorar seu primeiro nome. O pré-apocalipse está em curso. Zumbis e tecnologias tanto bélicas quanto manipuladoras, se erguem em enorme escala de produção. Os mortos vivos se amontoam, ou melhor, se isolam e vivem uma hipnose frente as luzes de um visor. Contaminados, até os que sabem disso sofrem de abstinências, não há como escapar. A fuga total é ilusória, ou ao menos ineficiente.

Em uma cidade de informações, apenas algumas vielas são seguras. Os homens perderam o poder para as máquinas, mas o software que as comanda é a complexa estrutura capitalista. E as máquinas são as pessoas.

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