Relações Líquidas

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman transpôs em palavras um resumo da evolução da relação humana em tempos de capitalismo selvagem.

Relações humanas são, majoritariamente, secundárias em ambientes de grandes corporações, onde se prioriza o lucro acima de tudo. Para atingir-se o lucro, é necessário extrair o máximo de performance com o mínimo de custo possível. Esta equação está clara para todos, mas talvez não esteja tão claro quais são as consequências deste modelo.

Ambientes de trabalho hostis, chefes de departamento assustadores, predominância do clima de instabilidade e ameaça profissional causam um mal direto ao profissional e a construção da sociedade.

Meu questionamento é quanto a formatação pessoal cultivada pelas empresas atualmente, que prezam pelo engrandecimento profissional “a qualquer custo” (esta é apenas uma expressão, na realidade o orçamento corporativo para engrandecimento profissional é escasso).

Como uma empresa apoia trabalhos sociais e ONGs, ao passo que estimula uma guerra de foices sangrenta (este último adjetivo talvez tenha sido um exagero) entre seus funcionários. O sujeito precisa ser praticamente bipolar para ser um soldado do front durante o trabalho e um hippie defensor da natureza aos finais de semana.

No fim do dia, estamos lutando pelos interesses de quem ?