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Capa para a segunda edição de “Os Filhos do Medo”

Sobre o projeto gráfico, parte dois

Entender do que se trata a obra é fundamental para um bom design de livro. Não entender e não conseguir representa-la significa um projeto gráfico ruim, que poderá fazer com que um leitor desista de um livro ou, pior, perca o gosto de ler. Pode soar terrorista, mas essa possibilidade está aí.

Não é somente o que o autor escreve num livro que vai definir o assunto do livro. Sua forma física, assim como sua tipografia, também o definem. Cada escolha feita por um designer causa algum efeito sobre o leitor. …


Sobre o projeto gráfico, parte um

Concepção e definição

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Tantas ideias…

A ideia de produzir uma segunda edição de “Os Filhos do Medo” veio depois de meses tentando outros tipos de publicação. Eu sabia que queria fazer um publicação impressa, também sabia que ela teria um viés literário, preferencialmente um romance de ficção escrito por mim. Depois de passar por ideias que ainda pretendo num futuro explorar, cheguei em adaptar uma obra.

Passei um ano e três meses na Inglaterra, onde tive a oportunidade de sair do país e ver outras culturas. Quando voltei, senti a necessidade de procurar entender mais sobre o Brasil e sua pluralidade cultural. Em um trabalho da universidade, cujo objetivo era mapear alguma coisa, resolvi mapear minhas ideias de TCC e, no caminho de “adaptar uma obra” não tinha dúvidas que seria alguma coisa relacionada a cultura brasileira. …


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Livraria Cultura do Complexo Nacional, São Paulo.

Sobre livros e editoras, parte dois

Uma Estrutura Básica

O mercado editorial brasileiro mainstream é, em sua grande maioria, dominado por conglomerados, empresas que possuem selos e adquirem outras editoras para diversificar suas áreas de atuação. Nos últimos anos, porém nota-se um crescimento de médias e pequenas editoras no mercado, que procuram se diferenciar nessa indústria das mais diversas maneira.

Podemos estruturar uma editora pelos seus profissionais. Como pode-se imaginar, um livro não nasce pelas mãos de uma pessoa apenas, mas de várias. Tudo começa pelo autor, que produz e elabora uma obra inédita. Ele pode ter criado o manuscrito do zero, como também pode ter sido sondado por editoras para publicar algum tipo específico de livro (ex.: quando um livro faz sucesso, como foi o exemplo de Crepúsculo da escritora Stephenie Meyer, muitas obras semelhantes aparecem na onda desse sucesso; a maioria foi pedido por um agente literário ou uma editora para ser escrito por algum autor). Os escritores são representados, muitas vezes, por agentes literários — pessoas que defendem os interesses do autor no mercado editorial. …


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Livros da extinta Cosac Naify

Sobre livros e editoras, parte um

Introdução

No fim de 2015, o editor e sócio Charles Cosac informava a todos, depois de quase 20 anos, que a editora Cosac Naify iria fechar as portas. Com o intuito de introduzir obras de antropologia, psicologia e arte nas prateleiras, a Cosac teve altos e baixos, vivendo em uma insustentabilidade financeira e livros com apelo e qualidade gráficas nunca antes vistos. Com autores que vão desde o artista plástico Tunga ao angolano Valter Hugo Mãe, ganhou diversos prêmios de qualidade literária e gráfica no país e tinha reconhecimento mundial nesses segmentos.

O fim da Cosac Naify é o fim de uma era, porém, os leitores não ficaram órfãos. Além das grandes editoras do mercado mainstream (equivalente a expressão “de massa”), conglomerados como Nobel, Grupo Companhia das Letras e Sextante que melhoram a qualidade de seus livros a cada dia, nota-se um crescimento do número de pequenas editoras que procuram o diferencial na qualidade literária e gráfica de suas publicações. Contudo, antes de prosseguir, desejo deixar uma coisa clara. Dizer que um determinado tipo de obra é para a “massa”, ou mainstream, e outra para um público “seleto” pode soar pejorativo, como Arantes já…


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Procurando uma definição para algo que não aprendemos direito.

O Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa possui um verbete de tamanho considerável na definição do que seria folclore. Como já citado anteriormente, folclore pode ser um “conjunto de costumes, lendas, provérbios, manifestações artísticas em geral” de um determinado povo. Ainda fala que pode ser “ciência das tradições, dos usos e da arte popular de um país ou região”. Mais adiante diz que a estrutura da palavra tem origem inglesa, das junções das palavras folk (pessoas, povo, ração, nação) e lore (ato de ensinar, instrução, educação). Folclore, educação de um povo.

Porém, como Brandão diz, a palavra folclore pode carregar diferentes significados, dependendo de quem pensa sobre. …


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Sobre Ruth Guimarães e suas obras.

Ruth Guimarães dizia que sofreu três vezes em sua vida. Primeiro, por ser mulher; segundo, por ser negra; e terceiro, por ser caipira. Foi romancista, cronista, contista, poetisa, teatróloga, jornalista, folclorista, pesquisadora, tradutora e professora. Publicou mais de 50 livros, que vão de romances a traduções e peças de teatro. Ruth tinha mil facetas e uma habilidade nata para contar histórias. É a única escritora latino-americana a ter uma obra — Os filhos do medo — num verbete da “Enciclópédie Française de la Pléiade”, publicada pela Editora Gallimard. Porém, nada seria se não fosse caipira. “Como Guimarães Rosa, para quem “o sertão é o mundo”, também para ela “ser caipira” era uma condição antes espiritual e ontológica do que exclusivamente regional”. …


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Porque projetar vai além de fazer um desenho bonitinho e agradável.

Gosto de escrever, ler e de design. Não necessariamente nessa ordem, e não exclusivamente apenas essas coisas. Porém, não vejo com tanta frequência textos ou livros falando sobre o ato de projetar. As vezes parece que não, mas não existe prática sem teoria, e vice-versa. Por mais simples que seja, você teve que ter alguma teoria para projetar qualquer coisa minimamente utilizável (seja o domínio de uma ferramenta ou saber a teoria das cores). E como você deve ter percebido, designers não tendem a escrever ou compartilhar seus métodos de criação. Claro, existem exceções.

Um lugar que poderíamos achar essa mistura de teoria e prática seriam em palestras, certo? Hmm, talvez uma ou outra, perdidas entre várias de algum estúdio/agência/coletivo mostrando seus últimos trabalhos e falando “fizemos isso aqui para a marca de roupa X e foi muito legal”. Eles estão passando um conhecimento, mas falta o contato, a troca: portfolio eu vejo na internet ou em algum site de inspiração, poxa vida! …


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Neymar, ao contrário do Pelé, é gênio com as palavras também. #tois

Então assim, depois de 6 anos, me vi apresentando o meu último trabalho na universidade. Meu último e melhor trabalho, acredito, já feito e apresentado entre paredes de amianto, mato e bichos que são as salas 50s na Unesp Bauru. Mas falando sobre meu trabalho, ele consistiu em fazer um livro. Sim, essa coisa meio datada, velha, que não muda de forma e que não conecta na internet. Um livro feito de papel, retangular, capa dura e tinta. Tão velho quanto a China, escolhi-o para condensar todo o meu conhecimento aprendido nesses 6 anos estudando design gráfico. …


[This text was originaly written for PSE course, during my exchange at University of Lincoln, 2014]

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Introduction

Since the advent of the internet and the surge of social media, print is said to be ‘dead’. Today everything is mobile and news is always a second too late to update their readers. How can a static, physical and slow media adjust itself to survive in a wireless and digital world, updating every second? When Steve Jobs revealed the iPad in 2010 as a device that fulfilled the gap between smartphones and laptops, he knew that it would change all is known about electronic and print media. It was said that the iPad would be the salvation of newspapers and magazines but also, with Kindle, could make print books obsolete. But what is the real truth? …


[This text was originaly written for Contextualizing Visual Practice II, during my exchange at University of Lincoln, 2015]

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Based on Old Trafford, Greater Manchester, Manchester United FC is considered one of the most successful clubs in English football. Through 136 years history, the club have won 62 trophies, including the national record of 20 english League titles (Ir.manutd.com, 2015). Also is worldwide know for their success in leagues like UEFA Champions League and FIFA Club World Cup. This success is support by their global community of 659 million followers, all around the globe (Ir.manutd.com, 2015). …

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Caio Henrique

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