Ela me olhou nos olhos e disse “Não sabes que tudo é possível?”
Mas eu não sabia, e ainda não sei. Há dias em que me parece possível estar no mundo sendo eu, nesse corpo que tenho. Há dias em que até me é agradável estar no mundo sendo eu, nesse corpo que tenho. Mas há dias em que os obstáculos são grandes demais, meu corpo e eu somos de menos, e eu não quero me levantar da cama.
Nos dias em que não quero levantar da cama, como pensar que sou capaz de romper mil barreiras, para chegar onde gostaria?
Me senti velha demais, pesada demais, com força de menos. Ela me olhava com fogo interno, pronta para avançar em qualquer campo minado, se necessário. “Já tive isso, já fui assim”, pensei. Mas o passado não é coisa que se resgate, não do jeitinho que foi.
Há dias, amiga, em que a dor de existir pesa demais. (e, por favor, respeite. Às vezes dói demais quando alguém nos exige mais do que podemos dar)
