Hoje é o primeiro dia útil do ano. E é a primeira segunda-feira em que eu, oficialmente, levantei pela manhã para trabalhar exclusivamente para mim. Com este presente em minhas mãos, ao longo dos últimos dias eu pensei em milhões de coisas que eu quero fazer, coisas que só dependem de atitudes minhas e, aqui está: o primeiro passo.

Liderança. Começo agora a liderar e gerir meu tempo. Tomei para mim as rédeas de minha própria vida.

Penso que a liderança está em todas as relações — adoro observar inclusive este comportamento nos animais. Gosto de observar a relação de liderança, por exemplo, quando uma pessoa passeia com seu cãozinho: não é porque há uma “rédea” que a liderança existe… a rédea te dá alguma gestão, mas arrisco dizer que a maioria dos cachorros que vejo efetivamente conduz seu dono.

E me pego pensando (sempre) em como conduzimos nossa própria rédea. E se prestarmos mais atenção podemos até ver “fisicamente” as rédeas da vida das pessoas: algumas estão apertadas, outras foram colocadas nas mãos da empresa, de um ideal, de um objetivo pessoal ou profissional, do(a) parceiro(a) ou até de um líder religioso… O que te conduz?

E penso que às vezes a gente faz como o cachorrinho de estimação e “leva o dono para passear” — mas quando “o dono” se incomoda, te puxa de volta para a “realidade”. A rédea do dinheiro… a rédea do teu sonho… a rédea das atividades do dia a dia… a rédea da imagem que você quer que as pessoas tenham de você…

Bom, pensei em mil implicações existenciais e filosóficas para estas rédeas, mas por hoje quero cuidar da somente da minha. E da minha gestão do tempo — que vejo como coisas bem distintas. Definitivamente não é tomando todo o meu tempo com atividades. Esta vontade de escrever, por exemplo, é a minha mão conduzindo a minha rédea. Autonomia. Valendo!

PS: hoje em dia passeio com minha cachorra Luna, um pastor alemão de 11 anos, e levo a coleira sem colocar em seu pescoço enquanto ela segue ao meu lado. Só coloco caso alguém se aproxime, em respeito à esta pessoa, que pode se assustar. Nem sempre foi assim (rs), mas aprendi com ela que a liderança é essencialmente amor, cuidado e preparo para a autonomia.

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