Ciberativismo: quando começou?

O ciberativismo iniciou-se praticamente junto a internet, em meados dos anos 80. O primeiro registro de movimentos ciberativistas foi quando usuários, fazendo parte da PeaceNet, usavam listas de email e sites para a distribuição de informações sobre direitos e a conciliação de discussões internacionais.

Em 10 de abril de 1990, um coletivo de ciberativistas pronunciou-se contra a formação de um banco de dados unificado, que continha informações pessoais e de compra de mais de 120 milhões de cidadãos norte-americanos — ficando conhecido como o caso Lotus. Campanhas de email e apresentações informavam sobre os riscos potenciais de permitir que uma empresa mantivesse suas informações armazenadas de tal maneira. Na época, o caso acarretou mais de 30 mil ligações às centrais da Lotus.

O movimento Zapatista é um dos casos mais famosos de ciberativismo, que aconteceu em 1994, quando um grupo do México contrário ao governo, organizado pelo Ejército Zapatista de Liberación Nacional (EZLN), usaram táticas não violentas — mais conhecidas como hacktivismo, ferramenta comumente usada para práticas ciberativistas — para a disseminação do movimento e para o combate das simulações da mídia da época. O grupo tinha como principal objetivo ajudar grupos indígenas do estado dos Chiapas, no México.

Do topo, em sentido horário: Revolução Egípcia, Revolução Tunisiana, Revolução Líbia e protesto no Iêmen.

A Primavera Árabe é um dos mais importantes movimentos para o ciberativismo. Os primeiros protestos ocorreram na Tunísia em 18 de dezembro de 2010, após a autoimolação de Mohamed Bouazizi, em uma forma de protesto contra a corrupção policial e os maus tratos. As redes sociais — como Facebook, Twitter e Youtube — tiveram grande importância para a propagação do movimento, apesar dos esforços do governo para a censura da Internet. Após o primeiro movimento na Tunísia, manifestações e protestos começaram a ocorrer em diversos países do Oriente Médio e do Norte da África. As redes sociais desempenharam — e continuam desempenhando — um papel incontestável para os movimentos da Primavera Árabe. Claramente, a proporção dos movimentos não teria sido a mesma sem o uso das mídias sociais para organizar, comunicar e sensibilizar um grande número de pessoas. Dessa maneira, o movimento migrou das redes sociais para a vida real — dinâmica determinada de rede-rua.



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